A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na última quinta-feira (16/7), a Operação Narciso no município de Barreiras, localizado no oeste do estado. A ofensiva resultou na apreensão de 200 canetas emagrecedoras que eram comercializadas de forma clandestina, em uma ação que cumpriu, ao todo, 11 mandados de busca e apreensão.
De acordo com a instituição, a investigação apura a venda irregular de medicamentos injetáveis indicados para o tratamento da obesidade e do diabetes. Avaliados em cerca de R$ 164 mil, os produtos eram comercializados sem a necessidade de prescrição médica.
Os suspeitos utilizavam amplamente as redes sociais, aplicativos de mensagens instantâneas e contatos pessoais para atrair clientes e realizar as transações de forma ilegal, cobrando valores bastante elevados pelas doses.
Durante as buscas, além dos medicamentos, os policiais apreenderam documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que passarão por perícia técnica e serão analisados no decorrer do inquérito.
A apuração policial teve início a partir de denúncias anônimas encaminhadas à corporação. Com o avanço do trabalho investigativo, foram identificados fortes indícios de que as canetas emagrecedoras apresentavam origem, procedência e condições de armazenamento totalmente desconhecidas, o que agrava a situação.
A polícia alerta que esse tipo de comércio clandestino representa um grave risco à saúde pública, uma vez que as substâncias são mantidas e distribuídas em total desacordo com a legislação sanitária vigente e consumidas pela população sem qualquer tipo de acompanhamento médico ou controle de dosagem.
A Operação Narciso, realizada por equipes da 11ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Barreiras), tem como foco principal desarticular o comércio clandestino desse tipo de medicamento, mapear e identificar todos os responsáveis pela cadeia de distribuição e garantir a responsabilização criminal de todos os envolvidos. Os investigadores também apuram se houve a prática de outros crimes relacionados ao esquema de vendas. As investigações seguem em andamento.
