Passadas 48 horas do violento temporal que assolou Eunápolis, os moradores do município baiano ainda enfrentam uma rotina de superação e reconstrução. A tempestade, que durou menos de 20 minutos, combinou rajadas de vento devastadoras, descargas elétricas intensas e chuva torrencial, deixando um rastro de destruição que mobiliza equipes de emergência e serviços públicos em um esforço contínuo para restabelecer a normalidade urbana.
Entre os estragos mais visíveis, a força das rajadas comprometeu gravemente a infraestrutura de comunicação local. Pelo município, o cenário pós-tempestade é marcado por frentes de estabelecimentos destruídas, telhados arrancados, queda de árvores e postes caídos que, em alguns pontos, chegaram a provocar curtos-circuitos e pequenos incêndios na fiação da rede pública.
Os reflexos do temporal também se estendem de forma crítica aos serviços básicos de saneamento e energia. Até a manhã desta quarta-feira (15/7), diversas localidades de Eunápolis continuavam sofrendo com a falta de água potável. A Empresa Baiana de Saneamento (Embasa) esclareceu que a paralisação do abastecimento foi decorrente do apagão que desativou os sistemas de captação e tratamento. Embora o fornecimento de eletricidade tenha sido parcialmente reestabelecido ao meio-dia de terça-feira, a concessionária alertou que o retorno da água ocorre de maneira progressiva, com previsão de normalização em até 24 horas após a estabilização energética.
A instabilidade na rede elétrica continua sendo um desafio diário para quem reside em bairros como Alecrim, Centauro, Urbis I e Urbis II. De acordo com informações da Neoenergia Coelba, a combinação de ventos fortes e descargas atmosféricas severas danificou diversos trechos de distribuição. Para solucionar o problema, as equipes técnicas atuam em regime de urgência em uma verdadeira operação de reconstrução de cabos e postes destruídos, com o objetivo de devolver a segurança energética à população de Eunápolis.
