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Cuidadora é presa em Eunápolis após desviar R$ 100 mil de idosa acamada para financiar apostas no “Jogo do Tigrinho”

Uma operação da Polícia Civil da Bahia resultou na prisão em flagrante de uma cuidadora de 53 anos acusada de desfalcar quase R$ 100 mil das contas de uma idosa sob seus cuidados. A ação foi desencadeada pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Eunápolis (DRFR/DEIC/23ªCOORPIN), no início da manhã desta quinta-feira, (16/7), […]

Uma operação da Polícia Civil da Bahia resultou na prisão em flagrante de uma cuidadora de 53 anos acusada de desfalcar quase R$ 100 mil das contas de uma idosa sob seus cuidados.

A ação foi desencadeada pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Eunápolis (DRFR/DEIC/23ªCOORPIN), no início da manhã desta quinta-feira, (16/7), logo após familiares da vítima, uma senhora de 70 anos, denunciarem a fraude.

No interrogatório, a suspeita confessou que utilizava o dinheiro para quitar dívidas decorrentes do vício em plataformas de apostas online, conhecidas popularmente como “jogo do tigrinho“.

A investigação teve início quando parentes da vítima compareceram à delegacia munidos de extratos bancários que detalhavam uma série de transferências atípicas e saques de grande valor.

A idosa, que reside no bairro Itapuã, em Eunápolis, possui graves limitações físicas causadas por um Acidente Vascular Cerebral (AVC) prévio, encontrando-se acamada, dependente de cadeira de rodas e sob total dependência de cuidados de terceiros.

A suspeita, identificada pelas iniciais L. S. S., prestava serviços na residência da vítima há cerca de dois anos.

Diante da gravidade do relato, os investigadores da DRFR deslocaram-se imediatamente até a residência da vítima, onde flagraram a cuidadora exercendo suas atividades rotineiras.

No local, a equipe policial confirmou os abusos patrimoniais. Aproveitando-se do livre acesso à casa e da impossibilidade de locomoção da idosa, a funcionária realizava transferências frequentes via Pix para suas contas pessoais.

Além disso, a polícia descobriu que a suspeita utilizava um método de coação tecnológica para burlar os sistemas de segurança dos aplicativos de banco. Ela manipulava fisicamente o rosto da idosa debilitada, forçando o reconhecimento facial nos celulares para validar transações e contrair empréstimos consignados fraudulentos, sem que a titular tivesse qualquer discernimento ou possibilidade de consentimento.

Durante a abordagem, os policiais civis apreenderam o aparelho celular da suspeita, um modelo Xiaomi Poco C6, além do cartão magnético de aposentadoria da idosa.

O documento vinha sendo retido pela investigada para a realização de compras de caráter puramente pessoal. Levada à delegacia, L. S. S. admitiu detalhadamente as práticas ilícitas, alegando que o desvio financeiro servia para alimentar e cobrir os prejuízos de seu vício em jogos eletrônicos de azar. O cartão recuperado foi formalmente devolvido ao sobrinho e representante legal da vítima.

A acusada responderá com base no Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003), especificamente pelos crimes de apropriação de bens ou rendimentos de pessoa idosa (artigo 102) e retenção de cartão magnético bancário (artigo 104).

Por configurar um crime inafiançável na esfera da autoridade policial, a mulher teve sua nota de culpa expedida e permanece detida na carceragem local. Ela aguardará a audiência de custódia perante a Comarca de Eunápolis, antes de ser transferida para o sistema prisional.

A Polícia Civil da Bahia informou que as investigações prosseguem com a análise aprofundada dos documentos e históricos bancários anexados ao inquérito, visando determinar com precisão o prejuízo financeiro total causado à idosa.

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