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Em movimento estratégico, Flávio Bolsonaro tenta ‘agenda positiva’ em reunião com Trump

Em um movimento estratégico para tentar reverter o desgaste político recente, o pré-candidato do PL à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro, desembarcou nos Estados Unidos. O objetivo central da viagem é um encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, articulação que vem sendo conduzida pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que reside no país há mais de […]

Em um movimento estratégico para tentar reverter o desgaste político recente, o pré-candidato do PL à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro, desembarcou nos Estados Unidos. O objetivo central da viagem é um encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, articulação que vem sendo conduzida pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que reside no país há mais de um ano.

Embora a Casa Branca ainda não tenha oficializado a agenda, a expectativa da equipe do senador é que a reunião ocorra nesta terça-feira (26/5). Na pauta, o parlamentar busca discutir dois pilares de sua campanha: a proposta de classificação oficial das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, e a defesa irrestrita da liberdade de expressão nas redes sociais, tema que une o discurso dos dois políticos.

A viagem ocorre em um momento delicado da pré-campanha. Pela primeira vez desde o lançamento de seu nome pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador enfrenta uma crise de popularidade. Revelações envolvendo a proximidade do pré-candidato com o banqueiro Daniel Vorcaro impactaram negativamente a percepção do eleitorado.

O cenário foi captado pela última pesquisa Datafolha, que mostrou o recuo de Flávio Bolsonaro na corrida ao Palácio do Planalto. No levantamento de primeiro turno, o senador caiu de 35% para 31%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu de 38% para 40%. Com essa oscilação, a vantagem do atual mandatário saltou de três para nove pontos percentuais.

No confronto direto de segundo turno, o cenário também se tornou desfavorável: antes empatados com 45%, Lula agora aparece com 47% contra 43% de Flávio. Embora a equipe do senador tenha demonstrado alívio por a queda não ter sido mais drástica, há um sinal de alerta nos bastidores: os dados sugerem que o pré-candidato é vulnerável a ataques sobre sua biografia.

O levantamento também aponta que o impacto desse episódio pode ser ainda maior nas próximas semanas, já que 36% dos entrevistados declararam ainda não ter tomado conhecimento das notícias envolvendo a relação entre o senador e o dono do Banco Master. Enquanto isso, Eduardo Bolsonaro segue sob investigação no Brasil, mas mantém atuação política ativa nos EUA, articulando-se com a ala ideológica próxima a Trump.