Uma força-tarefa composta pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), pelo Ibama e pela Força Nacional de Segurança Pública realizou, nos últimos dias, uma operação rigorosa na Terra Indígena Aldeia Velha, em Porto Seguro. O objetivo central da missão foi desarticular a comercialização clandestina de lotes dentro do território demarcado, que enfrenta crescente pressão da especulação imobiliária.
Situada em uma área estratégica entre o centro de Porto Seguro e o distrito turístico de Arraial d’Ajuda, a TI Aldeia Velha tem sido alvo constante de expansão urbana desenfreada. A exploração comercial da região já apresenta danos ambientais significativos, incluindo áreas de desmatamento e o surgimento de edificações sem qualquer autorização legal.
Balanço da fiscalização
Durante a diligência, os agentes percorreram aproximadamente 160 pontos que haviam sido previamente mapeados por satélite, focando em terrenos que apresentavam sinais de ocupação recente ou retirada de cobertura vegetal. Entre os locais vistoriados, havia desde terrenos limpos para venda até imóveis em diferentes estágios de construção.
O relatório final da operação apontou que cerca de 79 áreas fiscalizadas não possuíam qualquer vínculo com a população indígena local. Como resultado imediato das autuações:
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Notificações: Oito pessoas que ocupavam o território irregularmente foram notificadas pela Funai para desocupar as terras;
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Sanções ambientais: O Ibama emitiu cinco autos de infração devido aos danos causados ao ecossistema local;
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Investigação: Os órgãos coletaram um vasto conjunto de dados sobre o funcionamento da rede criminosa que loteia e vende o território indígena ilegalmente.

Essas informações serão integradas a processos judiciais e investigações policiais em curso, visando não apenas a reintegração de posse das áreas invadidas, mas também a responsabilização criminal de quem promove a especulação imobiliária em detrimento do patrimônio dos povos originários. A operação reforça o compromisso das autoridades em conter o avanço do mercado imobiliário irregular dentro de áreas protegidas no extremo sul da Bahia.
