O principal investigado pela morte da nutricionista Larissa Pavan de Assis se entregou às autoridades policiais nesta terça-feira (18), na capital baiana. O homem, identificado como Fabio Ribeiro, apresentou-se na sede da Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), após forte pressão gerada pela intensificação das diligências do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Fabio Ribeiro figurava no Baralho do Crime — ferramenta lúdica da pasta que cataloga os foragidos mais perigosos do estado —, ocupando a carta 3 de Espadas. Ele possuía um mandado de prisão preventiva em aberto desde a época do crime.
A jovem, recém-formada em nutrição e natural de Eunápolis, estava hospedada na região com os três irmãos para participar de uma festa e celebrar planos futuros. No dia do crime, o grupo passeava por pontos turísticos de Salvador — como o Pelourinho, o Mercado Modelo e o Farol da Barra —, ocasião em que a vítima andou de metrô pela primeira vez.
O ataque ocorreu quando eles retornavam para Guarajuba em um carro por aplicativo. Segundo relato dos irmãos à polícia, o veículo transitava pela rodovia quando o motorista passou do retorno do condomínio onde estavam. Ao manobrar para retornar, outro automóvel se aproximou e o condutor efetuou diversos disparos de arma de fogo.
Um dos tiros atingiu fatalmente a testa de Larissa. O motorista do aplicativo também foi ferido por estilhaços nas pernas, sendo socorrido à UPA de Monte Gordo, onde recebeu atendimento e alta médica.
A prisão de Fabio Ribeiro marca um novo avanço na elucidação do caso, que já havia resultado na captura de outro investigado meses antes. Em junho, Marlon Ribeiro dos Santos — conhecido como “Nove de Ouro” do Baralho do Crime — foi preso durante uma operação integrada entre a Polícia Civil da Bahia (através do Deic) e a Polícia Civil de Sergipe (Cope), escondido em uma residência no município de Estância (SE).
Apesar das prisões dos suspeitos apontados como executores ou envolvidos diretos, a motivação exata do crime ainda não foi esclarecida pela polícia e segue sob apuração rigorosa.
Após se apresentar na Polinter, Fabio Ribeiro passou pelos trâmites legais pertinentes, foi submetido aos exames de praxe e permanece custodiado, à disposição do Poder Judiciário.
