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Lula sobe o tom contra Flávio Bolsonaro e classifica pedido de intervenção dos EUA como “traição”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou, nesta sexta-feira (29/5), profunda insatisfação com a recente decisão do governo dos Estados Unidos de designar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida, que abriu margem para especulações sobre possíveis intervenções norte-americanas, foi duramente criticada pelo […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou, nesta sexta-feira (29/5), profunda insatisfação com a recente decisão do governo dos Estados Unidos de designar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida, que abriu margem para especulações sobre possíveis intervenções norte-americanas, foi duramente criticada pelo mandatário durante um evento da Petrobras em Laranjeiras (SE), onde foram anunciados investimentos de R$ 72,5 bilhões.

Em seu discurso, Lula reconheceu a gravidade das facções criminosas, classificando-as como “terroristas” no contexto interno, dado o impacto negativo que causam nas periferias e na segurança das famílias brasileiras. No entanto, o presidente deixou claro que o enfrentamento a esses grupos é uma prerrogativa do Estado brasileiro.

Não aceitamos ser tratados como moleques, como republiqueta“, afirmou Lula, enfatizando que o Brasil tem condições e dever de combater o crime organizado em seu próprio território, sem a necessidade ou a aceitação de ingerências externas.

Durante o evento, o presidente direcionou críticas severas ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Lula associou o parlamentar à recente articulação política com o secretário norte-americano Marco Rubio, que antecedeu a decisão dos EUA. O presidente acusou o filho do ex-presidente de “trair a pátria” ao solicitar, segundo ele, uma intervenção dos Estados Unidos no Brasil.

Se ele [Flávio] fosse pedir intervenção para prender miliciano, eles ficam presos lá. Essa é a verdade“, ironizou o petista.

A postura do governo brasileiro frente à decisão da administração do presidente Donald Trump está sendo articulada de forma coordenada. Ministros da gestão petista cumprem agenda no Palácio do Planalto nesta sexta-feira para definir a resposta oficial e estratégica do Executivo diante do movimento diplomático norte-americano, que é visto como um desafio à soberania nacional.

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