EUNÁPOLIS (BA) / BELO HORIZONTE (MG) — Uma operação integrada entre as Polícias Civis da Bahia e de Minas Gerais resultou, na prisão de um homem apontado como liderança de uma facção criminosa com atuação no extremo sul baiano. O suspeito, identificado pelo vulgo “Piteka”, foi localizado e capturado no bairro Barreiro, em Belo Horizonte.
A ação foi fruto de um trabalho de inteligência coordenado pelo Núcleo de Inteligência da 23ª COORPIN/Eunápolis (PCBA), que contou com o apoio operacional da Diretoria de Inteligência Policial, da Coordenação de Apoio Policial (CAP/PUMA) e da COE da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
Segundo as investigações, Piteka estava foragido da Justiça baiana e havia fugido para o estado de Minas Gerais na tentativa de escapar das autoridades policiais. Após dias de levantamentos e troca de informações entre as inteligências dos dois estados, a equipe mineira mapeou o esconderijo do foragido e efetuou a abordagem.
Durante a ação policial em território mineiro, o suspeito apresentou uma documentação falsa aos agentes para tentar ocultar sua verdadeira identidade, o que resultou também em sua autuação em flagrante pelo crime de uso de documento falso.
Conforme os registros do Núcleo de Inteligência da 23ª COORPIN, Piteka possui passagens e histórico por crimes graves, como roubos, homicídios e atuação em organizações criminosas.
As autoridades apontam que ele ocupa cargo de relevância na cúpula do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), facção que mantém estreitas ligações com o Comando Vermelho (CV). No município baiano, o investigado seria o responsável direto pelo comando do tráfico de drogas na localidade conhecida como Rua da Encosta (RDE), no bairro Pequi.
O mandado de prisão principal que fundamentou a captura decorre de uma investigação por homicídio qualificado (processo nº 0303510-02.2014.8.05.0079.01.0003-00), expedido pela 1ª Vara Criminal, Júri e Execuções Penais da Comarca de Eunápolis.
Além dos crimes de homicídio e tráfico, o histórico criminal atribuído a Piteka inclui graves episódios de confronto direto com o Estado. A Polícia Civil o aponta como participante ativo da megafuga que resultou na evasão de 16 internos do Conjunto Penal de Eunápolis, ocorrida em dezembro de 2024.
A mesma organização criminosa da qual faz parte também é apontada pelas investigações como responsável pelo atentado e ataque armado contra o diretor do Conjunto Penal de Eunápolis, registrado em maio de 2025.
O preso foi conduzido à delegacia especializada em Belo Horizonte, onde permaneceu à disposição da Justiça para os trâmites legais, devendo ser transferido posteriormente para o sistema prisional baiano.
