Uma fraude em sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) bloqueou temporariamente o registro da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Nesta quinta-feira (13/8), o parlamentar veio a público nas redes sociais para denunciar que foi filiado indevidamente ao partido Missão, impedindo o PL de formalizar sua candidatura a poucos dias do encerramento do prazo, que se encerra neste sábado (15).
De acordo com o TSE, não houve hackeamento das plataformas da Justiça Eleitoral. A investigação preliminar aponta que o procedimento foi realizado por meio do uso indevido da ferramenta por alguém que possuía as credenciais legítimas do partido Missão para efetivar filiações.
Em vídeo publicado em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro criticou o ocorrido: “Vocês viram aí que tentaram fraudar a minha filiação partidária. O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir“, afirmou. Na rede social X, ele complementou: “Tenho uma má notícia para vocês que só sabem jogar sujo: não funcionou e nem vai funcionar”.
A defesa do senador, representada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, afirmou que a alteração irregular foi descoberta justamente no momento de reunir os documentos obrigatórios para o registro da postulação ao Planalto, classificando o episódio como uma fraude incontestável.
Diante da situação, o Partido Liberal protocolou um pedido urgente de desfiliação do Missão, que já se encontra sob análise da Justiça Eleitoral para destravar a candidatura.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou medidas severas diante do caso. Ele encaminhou uma representação formal à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para a adoção das providências legais cabíveis e ordenou a instauração imediata de um inquérito pela Polícia Judiciária para identificar e responsabilizar os autores da adulteração.
Por sua vez, o partido Missão — cuja sigla também conta com Renan Santos como candidato à Presidência — divulgou uma nota na qual afirma ter sido vítima da tentativa de filiação fraudulenta. A legenda alegou que tentou alertar a campanha de Flávio Bolsonaro sobre o ocorrido desde o dia 2 de agosto, enviando e-mails que, segundo o partido, chegaram a ser abertos pela equipe do senador, mas permaneceram sem resposta.
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Nota oficial do TSE
“O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária.
O Partido Liberal protocolou pedido de desfiliação do Missão, que já está sob análise.“
