Justiça

Ex-guarda municipal é condenado a 15 anos de prisão pelo assassinato do cantor Jô Xavier em Itabela

O Tribunal do Júri da Comarca de Itabela, situado no extremo sul baiano, determinou a condenação do ex-guarda civil municipal Paulo César Santos a 15 anos de reclusão em regime inicial fechado pelo homicídio do cantor de arrocha Josemar Xavier Pereira, popularmente conhecido como Jô Xavier. A sessão de julgamento ocorreu no Fórum local, tendo […]

O Tribunal do Júri da Comarca de Itabela, situado no extremo sul baiano, determinou a condenação do ex-guarda civil municipal Paulo César Santos a 15 anos de reclusão em regime inicial fechado pelo homicídio do cantor de arrocha Josemar Xavier Pereira, popularmente conhecido como Jô Xavier.

A sessão de julgamento ocorreu no Fórum local, tendo início pela manhã e se estendendo até o começo da noite. O veredito do Conselho de Sentença culminou na leitura da pena pela juíza Tereza Júlia Nascimento, que chancelou a responsabilidade criminal do réu pelo homicídio.

A sustentação da acusação em plenário ficou a cargo do promotor de Justiça Igor Saulo Ferreira Rocha Assunção, que obteve êxito ao pleitear a condenação com base no conjunto probatório e nas declarações colhidas ao longo das investigações.

Como efeito colateral da decisão judicial, o réu também perdeu o direito de exercer sua função pública na Guarda Civil Municipal, cargo que ocupava no período em que o assassinato aconteceu. A administração municipal da cidade será notificada formalmente sobre a destituição do servidor.

A banca de defesa de Paulo César contou com a atuação dos advogados Johnnatan Reges e Tallis Franco, enquanto o advogado Rafael Rosa comunicou que ingressará com recurso na tentativa de reverter a condenação e abater o tempo de pena.

O crime de grande repercussão regional aconteceu em 27 de abril de 2025, no bairro Bandeirantes, motivado por um desentendimento prévio entre o artista, de 38 anos, e o acusado. A manifestação da sentença foi recebida com emoção e celebração por parte de parentes e amigos da vítima, que acompanharam o desfecho do caso diretamente nas dependências do plenário.

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