Em meio a uma crise contínua que afeta a população de Eunápolis, o prefeito Robério Oliveira recorreu a mais uma solução improvisada ao nomear o procurador-adjunto do município, Breno Alexander Muller, como secretário interino de Saúde.
A medida, oficializada pelo Decreto nº 13.361 no último dia 22 de julho, evidencia a frequente rotatividade e a falta de estabilidade no comando de uma das áreas mais sensíveis da administração pública municipal.

A cadeira de titular da pasta estava vaga desde a semana passada, quando a ex-secretária Edna Alves pediu renúncia após passar apenas quatro meses no cargo. A saída precoce reforça o clima de incerteza e sugere dificuldades internas de gestão em um setor que demanda planejamento técnico contínuo e medidas de longo prazo.
Enquanto a prefeitura empurra com a barriga a definição de um nome definitivo e qualificado para a chefia, Breno Alexander assume o posto com a promessa de acelerar ações prioritárias e atender urgências acumuladas na rede municipal.
No entanto, a transição para um comando provisório levanta dúvidas sobre a capacidade da gestão em oferecer respostas concretas e estruturadas aos problemas que a população eunapitana enfrenta diariamente nos postos e unidades de atendimento.
A decisão provocou questionamentos sobre os parâmetros utilizados pela administração. Não foi tornado público qual histórico profissional justificou a escolha de Breno para um setor tão complexo, levantando dúvidas se o fator determinante foi o saber técnico na área ou o grau de parentesco com o chefe do Executivo.
