A primeira-dama de Jequié, Mariana de Freitas Oliva, foi exonerada da chefia da Secretaria Municipal de Saúde. A medida foi formalizada através do Diário Oficial do Município do sudoeste baiano, estabelecendo que o desligamento da gestora passará a ter validade jurídica a partir do dia 1º de novembro.
O ato administrativo foi publicado um dia após a repercussão negativa provocada por um conteúdo reproduzido por Mariana em seus perfis pessoais. No material veiculado no domingo subsequente à apuração do segundo turno das eleições presidenciais, eleitores do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva eram adjetivados como indivíduos avessos ao trabalho, além de menções pejorativas a estudantes, artistas e usuários de substâncias ilícitas. A postagem original, de autoria do consultor João Menna, classificava a vitória do pleito como um marco lamentável para a nação.
Primeira-dama de Jequié e a reação das entidades
A publicação gerou forte reação de entidades representativas da região, a exemplo do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jequié (SINSERV-Jequié). Em manifestação oficial de repúdio, a entidade condenou os estigmas direcionados a trabalhadores e cidadãos com orientações políticas divergentes, ressaltando que a garantia da livre expressão não legitima a propagação de preconceitos em relação à coletividade.
Por sua vez, a administração municipal assinalou que não emitiria posicionamento institucional sobre a conduta da secretária, por se tratar de ato praticado fora das plataformas oficiais do executivo local.
Nota pública e exoneração
Diante do desgaste, Mariana veiculou uma nota pública reconhecendo o equívoco da conduta e retratando-se perante a população. A ex-gestora justificou ter compartilhado o texto sem o devido exame do teor integral e assumiu a responsabilidade pelo ocorrido, classificando o episódio como um aprendizado sobre o respeito e a empatia no debate público.
A ex-secretária é casada com o prefeito Flavinho Santana (União Brasil), gestor que assumiu a liderança da prefeitura em abril após a renúncia do antigo titular Zé Cocá para a disputa eleitoral estadual. Embora a exoneração tenha ocorrido no ambiente posterior às declarações, os atos oficiais do município não vincularam formalmente o desligamento ao episódio.


