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Operação prende onze suspeitos de furto, abate e venda clandestina de gado no sul da Bahia

Uma força-tarefa da Polícia Civil culminou na prisão de 11 pessoas — sendo nove homens e duas mulheres, com idades entre 20 e 49 anos — durante uma operação realizada nesta terça-feira (25/8) em Porto Seguro. O bando é apontado como responsável por uma série de furtos de gado que vinha aterrorizando produtores rurais em […]

Uma força-tarefa da Polícia Civil culminou na prisão de 11 pessoas — sendo nove homens e duas mulheres, com idades entre 20 e 49 anos — durante uma operação realizada nesta terça-feira (25/8) em Porto Seguro. O bando é apontado como responsável por uma série de furtos de gado que vinha aterrorizando produtores rurais em pelo menos oito municípios da região sul e extremo sul baiano.

As equipes policiais cumpriram dois mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão, concentrados principalmente nos distritos de Arraial d’Ajuda e Trancoso. Os demais suspeitos foram capturados em flagrante delito. Durante os cumprimentos, os agentes apreenderam dez aparelhos celulares, uma espingarda, um veículo e petrechos utilizados nos crimes, que agora passam por perícia.

De acordo com o levantamento conduzido pela Polícia Civil, a quadrilha operava de maneira altamente organizada, contando com divisão clara de tarefas e atuando em cidades como Guaratinga, Itabela, Eunápolis, Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Belmonte, Itapebi e Itagimirim.

As propriedades rurais isoladas e com baixa vigilância noturna eram os alvos preferenciais do grupo. O esquema consistia em invadir as fazendas durante a madrugada, realizar o abate dos animais diretamente no pasto e promover o esquartejamento no próprio local do crime, facilitando o transporte das partes nobres.

Para viabilizar as ações, os criminosos utilizavam automóveis alugados, ferramentas específicas para o corte de carne e, ocasionalmente, armas de fogo. As investigações também revelaram a existência de uma sólida rede logística de apoio voltada ao escoamento da carne clandestina, além de registros de movimentações financeiras ligadas à divisão dos lucros ilícitos e custeio das operações criminosas.

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