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Operação Colligatio: Polícia Federal mira ex-deputado Uldurico Junior por suposta aliança com facções criminosas

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (14/4), a Operação Colligatio, que investiga um suposto esquema de cooptação de apoio político envolvendo organizações criminosas no extremo sul da Bahia. O principal alvo da ação é o ex-deputado federal Uldurico Junior (MDB), de 34 anos. A investigação aponta que o político teria articulado uma aliança […]

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (14/4), a Operação Colligatio, que investiga um suposto esquema de cooptação de apoio político envolvendo organizações criminosas no extremo sul da Bahia.

O principal alvo da ação é o ex-deputado federal Uldurico Junior (MDB), de 34 anos. A investigação aponta que o político teria articulado uma aliança com lideranças custodiadas nos presídios de Teixeira de Freitas e Eunápolis, pertencentes às facções Gueto e Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), com o objetivo de obter vantagens eleitorais durante a disputa pela Prefeitura de Teixeira de Freitas nas eleições municipais de 2024.

De acordo com as autoridades, a aproximação entre o candidato e os integrantes das facções visava fortalecer sua base política e garantir o domínio territorial durante o pleito. O inquérito da Polícia Federal foi instaurado com base em informações compartilhadas pelo Ministério Público da Bahia e pela Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça do estado, que identificaram contatos atípicos entre o político e detentos de alta periculosidade.

Uldurico Junior, que é natural de Brasília e formado em Administração, possui uma trajetória política consolidada no estado, tendo exercido dois mandatos na Câmara dos Deputados (2014 e 2018) e disputado o Executivo de Porto Seguro em 2020.

Uldurico Junior

Durante o cumprimento de três mandados de busca e apreensão realizados em Salvador e Teixeira de Freitas, os agentes federais focaram na coleta de evidências digitais e físicas. Foram recolhidos celulares, notebooks e documentos que podem comprovar a conexão entre a campanha eleitoral e o crime organizado.

Caso as suspeitas sejam ratificadas ao longo do processo, os envolvidos poderão ser indiciados por crimes graves, como corrupção eleitoral, organização criminosa, além de corrupção ativa e passiva.

A operação marca um momento crítico para o cenário político regional, ao expor a suposta interferência direta de facções em processos democráticos. Até o momento, a defesa do ex-deputado e suplente não se manifestou oficialmente sobre as acusações.

A Polícia Federal segue analisando os materiais apreendidos para identificar a extensão do envolvimento de outros colaboradores na estrutura da campanha de 2024, que agora está no centro de uma das maiores investigações sobre crimes eleitorais do estado.

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