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Dois PMs são presos suspeitos de vender armas para facções na Bahia

Uma grande ofensiva deflagrada pela Polícia Civil da Bahia, batizada de Operação Circuito Fechado, cumpriu mandados judiciais em sete municípios do estado e resultou na prisão de onze pessoas, entre as quais dois policiais militares — um integrante da ativa e outro da reserva remunerada. A investigação apura a atuação de uma rede criminosa estruturada […]

Dois PMs são presos suspeitos de vender armas para facções na Bahia

Uma grande ofensiva deflagrada pela Polícia Civil da Bahia, batizada de Operação Circuito Fechado, cumpriu mandados judiciais em sete municípios do estado e resultou na prisão de onze pessoas, entre as quais dois policiais militares — um integrante da ativa e outro da reserva remunerada.

A investigação apura a atuação de uma rede criminosa estruturada para o fornecimento, intermediação e transporte de armas de fogo e munições destinadas a abastecer duas facções rivais, com ramificações que envolvem também lavagem de dinheiro, falsificação documental e crimes patrimoniais no interior baiano.

O trabalho investigativo teve início a partir da interceptação de um suspeito que transportava 270 munições de diversos calibres no município de Valença, no baixo sul do estado. A partir do cruzamento de dados e da análise de movimentações financeiras, os agentes identificaram a estrutura da organização e constataram indícios do envolvimento de agentes de segurança pública no esquema.

Dois PMs são presos suspeitos de vender armas para facções na Bahia

A apuração aponta a suspeita de que viaturas oficiais e informações privilegiadas eram utilizadas para facilitar o deslocamento dos armamentos e blindar as atividades ilícitas contra fiscalizações.

Durante as diligências, que se estenderam por endereços em Salvador, Valença, Nazaré, Santa Bárbara, Taperoá, Santo Antônio de Jesus e Gandu, as equipes apreenderam um expressivo arsenal.

Em um estabelecimento comercial localizado em Nazaré, os policiais encontraram 82 armas de fogo, sendo 74 pistolas e revólveres e oito armas longas, sob posse de um comerciante investigado por abastecer os grupos criminosos. O balanço total da operação incluiu ainda mais de 22 mil reais em espécie, veículos, aparelhos celulares e porções de entorpecentes.

Além das ordens de prisão preventiva e dos mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça, foi determinado o bloqueio judicial de até 6,2 milhões de reais em ativos financeiros de investigados e empresas vinculadas ao grupo, além do sequestro de bens imóveis e veículos.

O objetivo das medidas patrimoniais é desarticular o braço financeiro da rede e interromper o fluxo de insumos bélicos para o crime organizado. As apurações continuam para localizar outros quatro suspeitos que permanecem foragidos e aprofundar a responsabilidade dos envolvidos.

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