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Operação Apito Final: PF mira organização que cooptava agentes públicos para proteger o tráfico

Uma ação conjunta de grande porte, envolvendo a Polícia Federal, o Ministério Público Estadual (MP/BA), a Secretaria de Segurança Pública (SSP/BA) e a Polícia Militar, foi deflagrada na manhã desta terça-feira (27/1) para desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas. Batizada de Operação Apito Final, a ofensiva mobilizou agentes para o cumprimento de […]

Uma ação conjunta de grande porte, envolvendo a Polícia Federal, o Ministério Público Estadual (MP/BA), a Secretaria de Segurança Pública (SSP/BA) e a Polícia Militar, foi deflagrada na manhã desta terça-feira (27/1) para desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico de drogas. Batizada de Operação Apito Final, a ofensiva mobilizou agentes para o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão nos municípios de Porto Seguro, Eunápolis e Ubaitaba, com o objetivo de colher provas que detalhem o funcionamento do esquema no estado.

As investigações conduzidas pelas autoridades revelaram um grupo estruturado com uma clara hierarquia e divisão de tarefas, que incluía desde a coordenação das atividades ilícitas até a gestão da logística e movimentação financeira. Para manter a estrutura longe do radar da justiça, os suspeitos utilizavam canais de comunicação clandestinos e recorriam ao uso de “laranjas” para ocultar bens e operações. Um dos pontos mais graves apontados pelo inquérito é a evidência de que a organização cooptava agentes públicos para obter informações privilegiadas, tentando interferir diretamente em estruturas institucionais para favorecer seus interesses criminosos.

As medidas cautelares executadas nesta terça-feira visam a apreensão de documentos e dispositivos eletrônicos, considerados fundamentais para o aprofundamento das apurações. Com esse material, a força-tarefa pretende mapear toda a extensão da rede e identificar outros envolvidos que integrem o braço operacional ou de inteligência do grupo. A operação reforça o cerco contra o crime organizado na Bahia e busca interromper o fluxo de corrupção e tráfico nas regiões afetadas.