O atendimento no Hospital Regional de Eunápolis, unidade de saúde que atende toda a região do extremo sul baiano, pode ser interrompido nos próximos dias. O corpo clínico sinaliza uma paralisação geral caso os problemas estruturais e administrativos que assolam o hospital não sejam sanados imediatamente. Entre os principais motivos do descontentamento da categoria estão o descumprimento do cronograma de pagamentos e a escassez crítica de suprimentos para procedimentos de média e alta complexidade.
O cenário é de apreensão para quem depende da unidade. Relatos indicam que pacientes seguem aguardando em leitos de enfermaria por cirurgias ortopédicas que estão suspensas por tempo indeterminado. A impossibilidade de realizar esses procedimentos deve-se à ausência de órteses e próteses, materiais considerados indispensáveis para o sucesso das intervenções médicas.
O desabastecimento, somado às precárias condições de trabalho descritas pelos próprios médicos, tem gerado um clima de tensão nos corredores da unidade. Familiares e pacientes têm buscado por respostas, denunciando o desgaste emocional e físico provocado pela longa espera e pelos constantes cancelamentos de cirurgias agendadas.
A iminência de uma greve médica acende um alerta vermelho para o município e cidades circunvizinhas, que dependem exclusivamente do Regional para casos de urgência e emergência. Até o presente momento, a administração do hospital e a Secretaria de Saúde do município permanecem em silêncio, sem emitir notas de esclarecimento ou propostas que evitem a interrupção das atividades. A população aguarda por um posicionamento oficial que garanta a normalização dos serviços e o fim do impasse.
