Uma operação conjunta envolvendo diversas forças de segurança resultou, na captura de um homem de 63 anos que estava foragido da Justiça por crimes de violência doméstica. O homem foi interceptado na manhã de segunda-feira (12/1), por volta das 10h20 enquanto trafegava em um Fiat Argo pela BR-101.
A abordagem decisiva ocorreu no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Itabuna, após um minucioso trabalho de monitoramento conduzido pelo Núcleo de Inteligência da 23ª Coorpin de Eunápolis, com o suporte de unidades da Polícia Civil, Polícia Militar e equipes especializadas.
As investigações, lideradas pelo Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (NEAM) de Eunápolis, revelaram um histórico de terror imposto à ex-companheira do suspeito. Após o fim do relacionamento, a mulher passou a ser alvo de perseguições e ameaças sistemáticas. Embora o Judiciário tivesse determinado medidas protetivas de urgência ainda em novembro, o agressor ignorou as restrições legais e aumentou a agressividade, estendendo as intimidações para os parentes da vítima. O cenário de insegurança forçou a mulher a abandonar sua residência e se mudar de cidade no final de 2025, na esperança de despistar o perseguidor.
Mesmo com a distância física, o investigado não cessou os ataques. Segundo os registros policiais, ele passou a utilizar vídeos íntimos da ex-parceira como ferramenta de chantagem e exposição, agravando os danos psicológicos e morais.

Diante da evidente incapacidade das medidas protetivas em conter o agressor e da gravidade das infrações, que incluíram a divulgação de conteúdo privado sem consentimento, a Justiça converteu a situação em prisão preventiva, culminando na operação desta semana.
A prisão foi possível graças à cooperação entre as Delegacias da Mulher de Itabuna e Eunápolis, a Delegacia Territorial de Gandu e o Thor Rodoviário. Para a diretoria da Polícia Civil no sul da Bahia, a desarticulação desse tipo de conduta demonstra que a integração entre as instituições e o uso de inteligência estratégica são fundamentais para garantir que decisões judiciais sejam cumpridas e que mulheres em situação de vulnerabilidade recebam a proteção efetiva do Estado.
