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Homem é encontrado morto com pés e mãos amarrados

Um homicídio marcado por extrema violência e requintes de crueldade chocou os moradores do distrito de Mogiquiçaba e de regiões vizinhas na manhã de quinta-feira (25/6). O corpo de Alessandro Gois Gonçalves, de ampla circulação pública e conhecido popularmente como “Caboco do Esporte”, foi localizado em uma estrada vicinal de terra que conecta as localidades […]

Um homicídio marcado por extrema violência e requintes de crueldade chocou os moradores do distrito de Mogiquiçaba e de regiões vizinhas na manhã de quinta-feira (25/6). O corpo de Alessandro Gois Gonçalves, de ampla circulação pública e conhecido popularmente como “Caboco do Esporte”, foi localizado em uma estrada vicinal de terra que conecta as localidades de Guaiu e Santo Antônio. A gravidade dos ferimentos encontrados na vítima mobilizou equipes policiais e da perícia técnica para o isolamento e os primeiros levantamentos na área.

De acordo com o relatório preliminar emitido pelas forças de segurança pública, a vítima foi encontrada com as mãos e os pés amarrados. Os exames periciais iniciais no local constataram que o corpo apresentava múltiplas perfurações decorrentes de disparos de arma de fogo, além de diversas lesões profundas causadas por arma branca, com características típicas de golpes de faca.

Diante do panorama da cena do crime, a Polícia Civil trabalha com a linha de investigação de que o trecho rural tenha sido utilizado pelos criminosos apenas como ponto de desova, sugerindo que o assassinato tenha ocorrido em um local distinto, ainda não identificado.

Alessandro possuía um histórico de forte engajamento social e desportivo na comunidade de Mogiquiçaba. Esse trânsito entre os moradores motivou sua entrada na política partidária nas eleições municipais de 2020, quando pleiteou uma cadeira na Câmara de Vereadores do município vizinho de Belmonte, integrando a coligação do então candidato ao Executivo, Alex Santos, conhecido como “Servo do Deus Vivo”. Consultas aos sistemas de segurança pública indicaram que o líder comunitário tinha uma vida civil regular, sem passagens pela polícia ou registros de antecedentes criminais.

Até o fechamento desta reportagem, a autoria do crime e as motivações por trás do assassinato permanecem desconhecidas. O inquérito policial para apurar as circunstâncias e identificar os responsáveis pelo homicídio qualificado ficará sob a responsabilidade da Delegacia Territorial de Santa Cruz Cabrália.

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