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Fraude no INSS: PF deflagra Operação em Porto Seguro

A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta quinta-feira (29/1) para desarticular um esquema criminoso que utilizava falsas identidades indígenas para obter benefícios previdenciários de forma irregular. A ofensiva, realizada em conjunto com a Força-Tarefa Previdenciária e a Força Nacional, cumpriu mandados de busca e apreensão no município de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. […]

A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta quinta-feira (29/1) para desarticular um esquema criminoso que utilizava falsas identidades indígenas para obter benefícios previdenciários de forma irregular. A ofensiva, realizada em conjunto com a Força-Tarefa Previdenciária e a Força Nacional, cumpriu mandados de busca e apreensão no município de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia.

De acordo com as investigações, o grupo recrutava pessoas que não pertencem a etnias indígenas e as orientava a utilizar documentos falsos para garantir o acesso a aposentadorias rurais e salários-maternidade. O esquema, apelidado por alguns envolvidos de “Green Card Pataxó”, contava com declarações fraudulentas que eram validadas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) sob falso pretexto.

O lucro do grupo vinha de uma exigência feita aos falsos beneficiários: após a concessão do benefício, eles eram obrigados a realizar empréstimos consignados, dividindo os valores obtidos com os mentores da fraude.

Durante as buscas realizadas hoje, os agentes apreenderam documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais que servirão como prova para identificar todos os envolvidos. Além do material relacionado à fraude, a polícia também localizou armas e munições de calibre restrito, que foram encaminhadas à Delegacia da Polícia Federal em Porto Seguro.

Armas e munições apreendidas na operação — Foto: Polícia Federal

Se as suspeitas forem confirmadas, os investigados poderão ser indiciados pelos crimes de associação criminosa e estelionato qualificado. As autoridades agora trabalham para entender a dimensão do rombo causado aos cofres públicos e identificar possíveis servidores ou intermediários que facilitavam as validações ideologicamente falsas.

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