A cidade de Eunápolis foi o ponto central de uma grande ofensiva policial nesta quarta-feira (13/5), com a deflagração da Operação Pix Seguro. Coordenada pela 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (23ª Coorpin/Eunápolis), a ação desarticulou um sofisticado esquema de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro que movimentava cifras milionárias.
Dos 11 mandados de busca e apreensão expedidos para cinco estados brasileiros, sete foram cumpridos exclusivamente em Eunápolis, consolidando o município como foco principal das investigações.
A ofensiva resultou no bloqueio judicial de R$ 103 milhões e no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão em cidades da Bahia, Ceará, Goiás, Pernambuco e São Paulo.
As diligências foram coordenadas pela 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior em Eunápolis (23ª Coorpin), contando com o suporte estratégico da Polícia Militar baiana, do CIBERLAB da Secretaria Nacional de Segurança Pública e das polícias civis dos estados envolvidos.

O foco das ações concentrou-se em Eunápolis, além de buscas realizadas em Crato, Goiânia, Recife e na capital paulista. Durante as vistorias, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos e diversos materiais que servirão como base para o aprofundamento das investigações.
Segundo o que foi apurado até o momento, o grupo operava enviando mensagens falsas via SMS que alertavam as vítimas sobre um suposto bloqueio de suas contas bancárias. Ao clicarem no link enviado, as pessoas eram levadas a páginas fraudulentas e, após fornecerem dados pessoais e senhas, tinham seus saldos bancários transferidos instantaneamente via PIX para contas controladas pelos criminosos.
Para dar aparência de legalidade aos recursos obtidos de forma ilícita, a organização utilizava uma rede de contas de terceiros e empresas de fachada, configurando o crime de ocultação de valores.
De acordo com as autoridades, os envolvidos na estrutura criminosa poderão responder por estelionato mediante fraude eletrônica, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro. O material coletado passará por perícia técnica para identificar novos integrantes do esquema e mapear a extensão total dos prejuízos causados às vítimas em todo o país.
