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Empresário acusado de causar morte de vigilante em Eunápolis, ganha liberdade provisória

Justiça concedeu o benefício a Wilson Sede mediante pagamento de fiança estimada em R$ 64 mil e aplicação de medidas cautelares. O empresário Wilson Sede, de 63 anos, foi colocado em liberdade após passar por audiência de custódia ocorrido na quinta-feira (7/5) em Eunápolis. Ele havia sido detido em flagrante após um acidente de trânsito […]

Justiça concedeu o benefício a Wilson Sede mediante pagamento de fiança estimada em R$ 64 mil e aplicação de medidas cautelares.

O empresário Wilson Sede, de 63 anos, foi colocado em liberdade após passar por audiência de custódia ocorrido na quinta-feira (7/5) em Eunápolis. Ele havia sido detido em flagrante após um acidente de trânsito que resultou na morte do vigilante noturno Edivanio Rodrigues da Silva, de 34 anos.

A liberdade provisória foi concedida pelo Juízo da 1ª Vara Crime. Durante a audiência, o Ministério Público manifestou-se a favor do pedido realizado pela defesa, representada pelo advogado Fabrício Frieber.

Embora o valor oficial da fiança não tenha sido confirmado pela defesa, informações apuradas indicam que a quantia foi fixada em cerca de 40 salários mínimos, totalizando aproximadamente R$ 64.480,00. O empresário responderá ao processo em liberdade, sujeito ao cumprimento de medidas cautelares determinadas pela Justiça.

O acidente fatal aconteceu na noite de quarta-feira (6/5), por volta das 19h30, na Avenida Bahia, nas proximidades do bairro Vivendas Costa Azul. Wilson conduzia uma caminhonete Amarok que colidiu frontalmente com a motocicleta pilotada por Edivanio.

Com a força do impacto, o vigilante foi projetado para uma área de vegetação às margens da pista. Uma equipe do Samu foi acionada, mas, ao chegar ao local, constatou que a vítima já não apresentava sinais vitais.

O delegado Hermano Costa informou que Wilson Sede foi encaminhado a um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para realizar o teste do bafômetro, mas o empresário se recusou a fazer o exame. Diante das evidências colhidas no local, ele foi autuado por homicídio doloso com dolo eventual, quando se entende que o condutor assumiu o risco de causar a morte.

Destaques da investigação:

  • Recusa do Bafômetro: Segundo o delegado Hermano Costa, o empresário se negou a realizar o teste de alcoolemia em um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

  • Tipificação do Crime: Devido às circunstâncias, Wilson foi autuado por homicídio doloso com dolo eventual, tese em que se considera que o autor assumiu o risco do resultado fatal.

  • Argumento da Defesa: No momento do ocorrido, o motorista afirmou que a falta de iluminação na avenida e o farol da moto supostamente apagado contribuíram para que ele não visualizasse o veículo a tempo.

A Polícia Civil segue com a coleta de provas e depoimentos para concluir o inquérito e esclarecer a dinâmica exata da colisão que interrompeu a vida do trabalhador noturno.

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