O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) compareceu, na manhã desta terça-feira (26/5), ao Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, para a realização da segunda sessão de radioterapia superficial no couro cabeludo. O procedimento faz parte de um ciclo de 15 sessões que visa garantir a eliminação de resquícios de um carcinoma basocelular, removido em abril deste ano.
A intervenção é classificada pela equipe médica como uma medida complementar e preventiva. O tumor retirado anteriormente, um carcinoma basocelular, é identificado pela medicina como a forma mais comum de câncer de pele, geralmente associado à exposição prolongada ao sol. Apesar de ter baixo risco de metástase, especialistas destacam a necessidade de remoção e acompanhamento para evitar danos aos tecidos cutâneos e possíveis deformidades locais.
O tratamento tem se mostrado rápido e minimamente invasivo. Cada sessão dura aproximadamente 10 minutos e, segundo informações da equipe médica, não causa efeitos colaterais que impeçam o presidente de desempenhar suas funções. Logo após deixar a unidade hospitalar, por volta das 7h, Lula seguiu para a Base Aérea de Brasília, mantendo sua agenda de compromissos oficiais, que inclui uma viagem ao estado do Amazonas.
Lula deve realizar as 13 sessões restantes nos próximos dias. Os médicos responsáveis pelo acompanhamento reforçam que a lesão original era localizada e não apresentava sinais de disseminação para outras partes do corpo.
Este não é o primeiro procedimento realizado pelo presidente para cuidados com a pele. Em fevereiro de 2026, Lula passou por uma cauterização para tratar um quadro de queratose — um espessamento superficial da camada de queratina da pele. A condição, comum e de tratamento simples, foi resolvida rapidamente em uma clínica dermatológica em São Paulo.
Desde a retirada da lesão em abril, o presidente segue sob rigoroso monitoramento clínico. O carcinoma basocelular, embora de baixa agressividade sistêmica, exige a remoção cirúrgica quando detectado em crescimento, evitando complicações como sangramentos e falhas na cicatrização. A atual fase de radioterapia busca, portanto, garantir a eficácia total do tratamento e prevenir qualquer reincidência do quadro.
