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Após reeleição de Lula, ações de bancos desabam e perdas no setor superam 30%

O mercado acionário brasileiro abriu a semana em forte ritmo de queda nesta segunda-feira (26/10) reagindo de forma imediata à confirmação do resultado das eleições do domingo, que selou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A intensa onda de vendas levou o Ibovespa a registrar retração superior a 16% logo nos primeiros […]

Após reeleição de Lula, ações de bancos desabam e perdas no setor superam 30%

O mercado acionário brasileiro abriu a semana em forte ritmo de queda nesta segunda-feira (26/10) reagindo de forma imediata à confirmação do resultado das eleições do domingo, que selou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A intensa onda de vendas levou o Ibovespa a registrar retração superior a 16% logo nos primeiros minutos de negócios, acionando o mecanismo de circuit breaker e paralisando as operações da B3 por meia hora. Trata-se do primeiro acionamento do protocolo de interrupção de emergência desde o início da pandemia de Covid-19, em março de 2020.

O setor financeiro e bancário figura como o mais impactado pela desvalorização generalizada no pregão. Instituições com foco relevante no cenário doméstico, como a XP e o BTG Pactual, lideraram as perdas na B3, registrando quedas que ultrapassaram as marcas de 47% e 37%, respectivamente.

O Banco do Brasil também operou em forte retração, superior a 30%, enquanto os papéis do Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil amargaram desvalorizações expressivas na primeira metade do dia.

Analistas e investidores atribuem a liquidação massiva de ativos à repacificação de riscos e à readequação de portfólios frente às perspectivas macroeconômicas. A sinalização do mercado reflete a projeção de um ciclo prolongado de juros elevados e apreensão em relação à condução da política fiscal no próximo mandato presencial.

A turbulência contrasta com o encerramento da última semana, quando o indicador acionário encerrou o pregão em terreno positivo, acima do patamar dos 205 mil pontos. O pleito de domingo foi encerrado após uma disputa de segundo turno marcada por uma virada sobre o candidato Flávio Bolsonaro, consolidando a continuidade da atual gestão pelos próximos quatro anos.