Uma abordagem policial em um posto de combustível em Braço do Norte, no Sul de Santa Catarina, gerou polêmica após imagens flagrarem o momento em que uma mulher é derrubada e imobilizada por um agente. O episódio ocorreu na madrugada do último sábado (7/2), no bairro Trevo, durante uma operação motivada por denúncias de tráfico de drogas.
O vídeo mostra o instante em que um policial aborda um homem sob a mira de uma arma longa, enquanto o rapaz reclama de dor durante a revista. Ao notar a situação, a mulher se aproxima com um celular em mãos, aparentemente registrando a cena, quando é surpreendida por outro militar que a prensa contra o vidro de uma loja de conveniência e a joga no chão.
A violência da abordagem causou desespero no homem que estava sendo revistado, que acabou sofrendo um golpe de “mata-leão” e também foi imobilizado no solo. Nas imagens, é possível ouvir a mulher pedindo calma e afirmando que não havia feito nada, enquanto uma funcionária do estabelecimento se aproxima para cobrir parte do corpo da vítima, que permanecia sob o peso do policial. Segundo o 35º Batalhão da Polícia Militar, a ação resultou na apreensão de quatro comprimidos de ecstasy com um dos envolvidos, enquanto um segundo indivíduo foi liberado por não portar ilícitos.
Em nota oficial, o comando da corporação informou que uma sindicância será instaurada para apurar a conduta dos agentes. A versão preliminar da PM sustenta que uma terceira pessoa teria interferido no procedimento com ofensas e ameaças, o que teria motivado o uso da força para contenção por resistência e desobediência. Entretanto, o comunicado da polícia não faz menção direta à agressão sofrida pela mulher que filmava a cena. Os envolvidos foram encaminhados à delegacia, onde assinaram um Termo de Compromisso e foram liberados posteriormente.
O caso agora está sob a mira das autoridades judiciárias, já que o Ministério Público de Santa Catarina, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Braço do Norte, anunciou a abertura de um procedimento de ofício para investigar o ocorrido. O órgão atuará no controle externo da atividade policial para verificar se houve abuso de autoridade ou excesso na utilização da força durante a imobilização dos civis.
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