PORTO SEGURO – O homem apontado como o autor dos disparos que vitimaram Willian de Carvalho Santos, em um bar no bairro Monte das Oliveiras, apresentou-se voluntariamente à delegacia na última terça-feira (31/3). Acompanhado por seu advogado, o suspeito, identificado pelas iniciais C.M.D., prestou depoimento sobre o homicídio ocorrido na noite de 29 de março, durante um evento de sinuca que terminou em tragédia.
Segundo a versão apresentada pelo investigado às autoridades, o crime teria sido motivado por uma situação de legítima defesa. O homem relatou que a vítima estava em estado de alteração devido ao consumo de álcool e teria agredido diversas pessoas no estabelecimento antes de avançar em sua direção. O suspeito alegou ainda que Willian fez um movimento brusco, sugerindo que estaria armado, o que o levou a efetuar quatro disparos de arma de fogo e fugir do local logo em seguida.
A Polícia Civil, que já vinha realizando diligências e colhendo depoimentos desde as primeiras horas após o crime, confrontou a versão do atirador com relatos de testemunhas. Embora populares confirmem que houve uma briga generalizada e que o comportamento da vítima era agressivo no momento da confusão, ninguém confirmou a presença de uma arma com Willian. No entanto, alguns presentes corroboraram a percepção de um gesto que poderia indicar que ele estaria armado.

Willian de Carvalho Santos chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Luís Eduardo Magalhães, mas não resistiu aos ferimentos provocados pelos projéteis. O caso agora segue sob investigação minuciosa da Polícia Civil, que instaurou um inquérito para verificar se a tese de legítima defesa se sustenta diante das provas técnicas. Novas perícias e oitivas estão agendadas para os próximos dias, visando esclarecer todas as circunstâncias que envolveram o desfecho fatal do torneio de sinuca.
