A conduta de um integrante da Polícia Militar da Bahia passou a ser alvo de uma investigação interna rigorosa após a descoberta de sua atuação em uma plataforma de acompanhantes adultos. O soldado, que desempenha suas funções na Rondesp Sul, tornou-se o centro de um Procedimento Disciplinar Sumário instaurado pela corporação para apurar o uso indevido da imagem institucional em contextos inapropriados.
O caso ganhou repercussão após a identificação de imagens em que o agente posava fardado, portando arma de fogo e posicionado ao lado de uma viatura oficial para promover seus serviços particulares. No perfil cadastrado no site de acompanhantes, o policial disponibilizava uma tabela de valores para atendimentos na região de Itabuna, localizada no sul do estado. A gravidade da situação reside não apenas na natureza da atividade paralela, mas principalmente na exposição dos símbolos e equipamentos da PM-BA para fins de promoção comercial pessoal de cunho sexual.
A notificação oficial sobre o início do processo administrativo foi entregue ao militar no dia 30 de janeiro de 2026. Segundo a Polícia Militar, a medida visa esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido e determinar as responsabilidades administrativas do servidor diante do regulamento disciplinar da classe. Em comunicado oficial, a instituição reforçou que pauta suas ações pelo rigor ético e que não tolera comportamentos que violem os princípios legais e morais que devem nortear a conduta de qualquer policial.
A corporação enfatizou ainda que o processo seguirá todos os ritos do devido processo legal, garantindo ao soldado o direito ao contraditório e à ampla defesa. Apenas após a conclusão dessa investigação é que serão definidas as sanções cabíveis, seguindo o que determina a legislação vigente. Por ora, a instituição reafirma que mantém seu compromisso com a transparência e com a manutenção da ordem disciplinar interna, zelando pela imagem da Polícia Militar perante a sociedade baiana.
