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Senado aprova uso imediato de tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (18/3), o Projeto de Lei 2.942/2024, que estabelece o monitoramento eletrônico imediato como medida protetiva para agressores que representem ameaça à vida de mulheres e crianças em contextos de violência doméstica. A proposta, que agora segue para sanção presidencial, altera significativamente a dinâmica de proteção às vítimas ao elevar […]

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (18/3), o Projeto de Lei 2.942/2024, que estabelece o monitoramento eletrônico imediato como medida protetiva para agressores que representem ameaça à vida de mulheres e crianças em contextos de violência doméstica.

A proposta, que agora segue para sanção presidencial, altera significativamente a dinâmica de proteção às vítimas ao elevar o status da tornozeleira eletrônica de uma opção secundária para uma determinação de urgência.

Diferente do cenário atual, onde a Lei Maria da Penha trata o monitoramento como opcional, a nova regra impõe a aplicação do dispositivo sempre que houver risco iminente à integridade física ou psicológica da vítima.

Uma das mudanças mais contundentes permite que delegados de polícia determinem a instalação do equipamento em municípios que não possuem sede de comarca, suprindo a ausência imediata de um magistrado. Nesses casos, a decisão policial deve ser comunicada ao juiz em até 24 horas para validação ou revisão, garantindo agilidade no afastamento do agressor.

Tornozeleira eletrônica para agressor de mulher

Além do controle sobre o infrator, o texto assegura que a mulher receba um dispositivo de segurança portátil. Este aparelho emitirá alertas automáticos e simultâneos para a vítima e para a unidade policial mais próxima caso o agressor desrespeite o perímetro de distância fixado pela Justiça.

Para viabilizar a implementação dessas tecnologias em larga escala, o projeto amplia a fatia do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) destinada ao combate à violência contra a mulher, elevando o repasse de 5% para 6%, com foco exclusivo na aquisição e manutenção desses equipamentos.

A relatora da proposta, senadora Leila Barros, destacou que o monitoramento passa a ser uma medida autônoma, essencial para enfrentar o que classificou como uma “epidemia” de violência doméstica no Brasil.

O projeto também endurece as punições: o descumprimento das áreas de exclusão ou a manipulação indevida da tornozeleira poderá aumentar a pena atual em até metade. A nova legislação visa preencher lacunas onde as medidas protetivas de papel se mostravam insuficientes, transformando o monitoramento eletrônico em um programa permanente de preservação da vida.

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