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Secretária de Educação classifica paralisações da categoria como abusivas em meio a impasse salarial

O braço de força entre a Prefeitura de Eunápolis e o sindicato dos professores (APLB) ganhou novos capítulos. As secretárias municipais de Educação, Jovita Lima, e de Gestão, Janis Alves, vieram a público para explicar o que já foi feito, o que ainda está em discussão e os motivos financeiros que impedem o atendimento de […]

O braço de força entre a Prefeitura de Eunápolis e o sindicato dos professores (APLB) ganhou novos capítulos. As secretárias municipais de Educação, Jovita Lima, e de Gestão, Janis Alves, vieram a público para explicar o que já foi feito, o que ainda está em discussão e os motivos financeiros que impedem o atendimento de todas as exigências da categoria.

Enquanto os professores cobram melhorias e realizam paralisações, a gestão municipal classifica as paralisações como “abusivas” e joga números na mesa para justificar os limites do cofre público.

A secretária de Educação, Jovita Lima, afirmou que o canal de conversa com o sindicato sempre esteve aberto, com reuniões frequentes, e reforçou que o pagamento dos profissionais está rigorosamente em dia.

Segundo a secretária de Gestão, Janis Alves, a prefeitura já atendeu a pedidos importantes da categoria, como o pagamento de títulos acadêmicos, progressões na carreira e licença-prêmio, além de ter concedido 5,4% de reajuste no início do ano e oferecido mais 4% recentemente.

Diante dos avanços na negociação, a secretária de educação Jovita, classificou as paralisações do sindicato como uma medida abusiva e desnecessária.

As negociações travaram em três exigências específicas feitas pelos professores, que a prefeitura diz não conseguir cumprir no momento:

  1. Plano de Carreira Unificado até dezembro: O sindicato quer que o plano seja aprovado ainda este ano. A prefeitura responde que o prazo é curto demais para vencer todas as etapas burocráticas e legais necessárias.

  2. Piso salarial em janeiro de 2027: A categoria cobra a aplicação do reajuste do piso assim que o ano virar. A gestão argumenta que o Governo Federal ainda não definiu o percentual e que, mesmo após o anúncio, a medida ainda precisará ser votada e aprovada pela Câmara de Vereadores.

  3. Aumento superior a 12%: Este é o ponto mais crítico. A prefeitura afirma que o orçamento municipal não suporta esse índice.

Para explicar por que não pode dar o aumento pedido, a Secretaria de Gestão apresentou um dado alarmante sobre as finanças da educação:

  • Previsão de arrecadação (Fundeb): R$ 127 milhões por ano.

  • Custo atual da folha de pagamento: R$ 169 milhões por ano.

Como o dinheiro que vem do governo para a educação (Fundeb) não é suficiente para pagar os salários, a prefeitura precisa tirar dinheiro do próprio caixa para cobrir a diferença — recursos que poderiam ser investidos em outras áreas.

A administração alerta que, se conceder o aumento de mais de 12% pedido pelo sindicato, faltará dinheiro para manter a infraestrutura básica das escolas, o transporte escolar e a compra de material didático. Apesar do impasse e do tom crítico às paralisações, a prefeitura reforçou que segue aberta ao diálogo, desde que respeitados os limites do orçamento público.


Redação/nordestediaadia

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