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Quem é Sérgio de Matos: diretor do IDES, gestor do hospital público e alvo de investigações

O nome de Sérgio de Matos Oliveira voltou ao centro do debate público após ele assumir a direção do Instituto de Desenvolvimento da Educação e Saúde (IDES), entidade responsável por coordenar a gestão do Hospital Regional de Eunápolis, no extremo sul da Bahia. Antes de ocupar essa posição, Sérgio acumulou passagens pelo poder público marcadas […]

O nome de Sérgio de Matos Oliveira voltou ao centro do debate público após ele assumir a direção do Instituto de Desenvolvimento da Educação e Saúde (IDES), entidade responsável por coordenar a gestão do Hospital Regional de Eunápolis, no extremo sul da Bahia. Antes de ocupar essa posição, Sérgio acumulou passagens pelo poder público marcadas por investigações policiais e indiciamento federal.

O nome de Sérgio de Matos Oliveira voltou ao centro do debate público após ele assumir a direção do Instituto de Desenvolvimento da Educação e Saúde (IDES), entidade responsável por coordenar a gestão do Hospital Regional de Eunápolis, no extremo sul da Bahia. Antes de ocupar essa posição, Sérgio acumulou passagens pelo poder público marcadas por investigações policiais e indiciamento federal.

Investigação por tráfico de influência

Em julho de 2023, quando exercia o cargo de secretário de Governo em Caçapava (SP), Sérgio de Matos passou a ser investigado pela Polícia Civil por suspeita de tráfico de influência. A apuração teve início após denúncia feita pela vereadora Dandara Gissoni, que relatou ter sido procurada pelo então secretário com propostas de apoio político em troca de vantagens.

De acordo com a denúncia, Sérgio teria oferecido ajuda política e até promessa de promoção funcional, além de supostamente ameaçar a vereadora com prejuízos profissionais caso ela não atendesse às solicitações. Parte da conversa foi gravada, registrada em boletim de ocorrência e encaminhada para perícia técnica, passando a integrar o inquérito policial.

Fonte: Sampi.net.br

Indiciamento por violência política de gênero

Além da investigação na esfera estadual, Sérgio de Matos foi indiciado pela Polícia Federal pelo crime de violência política de gênero, tipificado na legislação eleitoral brasileira. O indiciamento ocorreu após declarações feitas por ele durante uma audiência pública na Câmara de Caçapava, em novembro de 2023, quando respondeu de forma ofensiva a questionamentos da vereadora Dandara Gissoni sobre o aumento de verbas da Secretaria de Governo.

Segundo a PF, as falas atribuídas a Sérgio, somadas a declarações posteriores em um programa de rádio, tiveram caráter de intimidação e tentativa de deslegitimação da atuação parlamentar, configurando violência política baseada em gênero. O caso foi encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, que avalia se apresenta denúncia formal à Justiça.

Fonte: t7news.com.br

Atuação atual na gestão da saúde

Mesmo com esse histórico, Sérgio de Matos atualmente ocupa o cargo de diretor do IDES, organização que venceu a licitação para administrar o Hospital Regional de Eunápolis. Em novembro de 2025, ele esteve na Câmara Municipal de Eunápolis, onde apresentou esclarecimentos sobre a gestão da unidade hospitalar, prometendo melhorias estruturais, aquisição de insumos e compromisso com a não interferência política no atendimento aos pacientes.

Durante a reunião, vereadores também apontaram problemas como falta de medicamentos, filas de atendimento e questionamentos sobre condições de trabalho, temas que passaram a ser acompanhados pelo Legislativo local.


Figura pública sob escrutínio

A trajetória de Sérgio de Matos evidencia um personagem público que transita entre cargos estratégicos da administração pública e episódios de forte questionamento institucional. Investigação por tráfico de influência, indiciamento por violência política de gênero e, agora, a gestão de um hospital regional colocam seu nome sob observação constante de autoridades, parlamentares e da sociedade.

Em um momento em que transparência e ética na gestão pública são cada vez mais exigidas, o histórico de quem ocupa cargos de comando em serviços essenciais, como a saúde, torna-se parte central do debate público.