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Produtores rurais voltam a fechar rodovia em protesto contra insegurança jurídica

O tráfego na BR-101, nas proximidades de Itamaraju, voltou a ser interrompido nesta segunda-feira (23/2) por um grupo de produtores rurais que reivindicam maior proteção e garantias jurídicas no campo. A manifestação se concentrou no quilômetro 805 da rodovia federal, onde os participantes utilizaram maquinário agrícola e barricadas para bloquear a passagem de veículos, permitindo […]

O tráfego na BR-101, nas proximidades de Itamaraju, voltou a ser interrompido nesta segunda-feira (23/2) por um grupo de produtores rurais que reivindicam maior proteção e garantias jurídicas no campo.

A manifestação se concentrou no quilômetro 805 da rodovia federal, onde os participantes utilizaram maquinário agrícola e barricadas para bloquear a passagem de veículos, permitindo apenas o trânsito de emergências médicas. O ato reflete o descontentamento da categoria diante da insegurança gerada por recentes conflitos agrários na região do extremo sul baiano.

A motivação central do protesto reside na escalada de invasões de propriedades rurais em áreas de disputa fundiária. Os agricultores argumentam que as medidas de segurança adotadas até o momento, incluindo o envio de forças federais no ano anterior, não foram eficazes para conter a violência e as expulsões de famílias de suas terras. Eles exigem um posicionamento firme dos governos estadual e federal, buscando não apenas o reforço do policiamento, mas também uma solução definitiva para os impasses sobre a posse de terra que assolam a localidade.

O bloqueio causou retenção no fluxo de veículos, impactando motoristas que utilizam a principal artéria rodoviária do estado após o período de festividades. Equipes da Polícia Rodoviária Federal estiveram no local para monitorar a situação e buscar um entendimento com os manifestantes, visando a liberação gradual da pista para evitar o desabastecimento e o isolamento de cidades vizinhas. O movimento sinaliza que novas interrupções podem ocorrer caso não haja um avanço significativo nas negociações com as autoridades competentes sobre a regularização das propriedades afetadas.

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