Uma operação na comunidade do Fogaréu, na Zona Sul de São Paulo, terminou de forma trágica após um policial militar da Rota, o sargento Marcus Augusto Costa Mendes, atirar contra o policial civil Rafael Moura da Silva, que estava à paisana. A vítima foi baleada no tórax e não resistiu aos ferimentos, falecendo dias depois.
Câmeras corporais acopladas ao uniforme do sargento registraram o momento em que o encontro entre as equipes ocorreu e os disparos foram efetuados. As imagens, agora em análise, também mostram o socorro prestado ao policial civil pelos próprios agentes da Rota, incluindo os primeiros procedimentos médicos realizados no local.
De acordo com familiares e colegas de Rafael, o PM teria atirado sem qualquer tentativa de abordagem ou identificação prévia. Já a defesa do sargento Marcus sustenta que ele agiu em legítima defesa, pois não teria reconhecido Rafael como policial no momento do confronto. Outro agente civil também foi ferido de raspão durante o episódio.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo lamentou publicamente a morte de Rafael Moura e assegurou que a apuração dos fatos será feita com rigor. O sargento Marcus foi afastado das funções operacionais enquanto o caso é investigado. Em entrevista, o secretário-executivo da pasta, Osvaldo Nico Gonçalves, classificou o episódio como uma “fatalidade” e negou que haja qualquer tipo de rivalidade entre as corporações.
O caso segue sob investigação pelas autoridades competentes, que buscam esclarecer as circunstâncias do incidente e se houve falha de comunicação entre as forças de segurança envolvidas.
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