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Otto Alencar defende fim da reeleição e reforça papel do PSD nas alianças para 2026 na Bahia

Otto Alencar, senador do PSD, aborda articulações políticas para 2026 e critica a reeleição. O senador Otto Alencar (PSD) reforçou a participação ativa do seu partido nas discussões sobre a formação da chapa majoritária para as eleições de 2026 no Governo da Bahia. Em entrevista concedida diretamente de Brasília, o parlamentar destacou que, embora o […]

Otto Alencar, senador do PSD, aborda articulações políticas para 2026 e critica a reeleição.

O senador Otto Alencar (PSD) reforçou a participação ativa do seu partido nas discussões sobre a formação da chapa majoritária para as eleições de 2026 no Governo da Bahia. Em entrevista concedida diretamente de Brasília, o parlamentar destacou que, embora o PSD esteja empenhado nas conversas, a palavra final sobre a composição da aliança pertence ao governador Jerônimo Rodrigues (PT-BA).

“Essa coordenação nunca esteve sobre o meu poderio, o meu controle ou a minha decisão. Coloquei isso para o governador Jerônimo decidir. Já lá atrás, desde o ano passado, que eu digo: quem preside essa decisão é o governador Jerônimo”, afirmou Otto Alencar, ressaltando a disposição do PSD em colaborar e manter a unidade partidária através do diálogo.

Além das negociações eleitorais, Otto Alencar voltou a expressar sua opinião sobre a proposta que visa o fim da reeleição para políticos no Brasil. Ele considera o debate em torno das eleições uma situação desgastante e que se estende por longos períodos, prejudicando o foco em outras pautas importantes. Conforme informação divulgada pelo BNews, o senador enfatizou que a discussão sobre a chapa para 2026 não foi iniciada por ele.

Críticas à reeleição e a constante pauta eleitoral

O senador Otto Alencar criticou o ciclo contínuo de eleições no país, argumentando que a existência da reeleição mantém o foco político voltado para disputas a cada dois anos. “Realmente enquanto existir no Brasil a reeleição, a gente vai passar o dia a dia falando só de eleição de 2 em 2 anos”, declarou. Ele exemplificou que, ao final de uma eleição para governador, o debate já se volta para as sucessões municipais em cidades como Salvador e Camaçari. “De tal sorte que é uma situação muito desagradável ficar discutindo esse tema”, pontuou o parlamentar.

Discussão sobre fim da aposentadoria compulsória avança no Senado

Em outro ponto da entrevista, Otto Alencar comentou sobre a tramitação no Senado da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 3/2024), que busca acabar com a aposentadoria compulsória para juízes e outros servidores públicos condenados por crimes comuns. A proposta, originada pelo ex-senador Flávio Dino, agora ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), altera as regras de sanção disciplinar para esses agentes. Dino decidiu recentemente que a perda do cargo, e não a aposentadoria compulsória, deve ser a punição máxima para magistrados em exercício condenados administrativamente por irregularidades, por considerar a aposentadoria compulsória inconstitucional sob a ótica da Emenda Constitucional nº 103, que reformou a Previdência em 2019.

Previsão de votação e apoio da sociedade

Otto Alencar informou que o texto sobre o fim da aposentadoria compulsória tem previsão de votação em abril no Senado Federal. “Marquei uma audiência pública 1º de abril e no dia 8 de abril nós vamos votar essa matéria, uma matéria importante que a sociedade vem pedindo há muito tempo”, disse. Ele se referiu aos casos em que poucos servidores, ao cometerem deslizes, se aposentam com proventos integrais, algo que a sociedade tem repudiado. O senador mencionou que o senador Sérgio Moro solicitou vistas do processo, mas que a matéria, considerada crucial pela sociedade brasileira, deve ser votada em breve.

“Não há como se cometer crime no exercício da função. Vários crimes, inclusive gravíssimos como aconteceu em Minas Gerais”, concluiu Otto Alencar, reforçando a importância da aprovação da PEC.

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