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Operação Severus mira esquema de fraudes e desvios no sul da Bahia; Eunápolis está entre os alvos de busca e apreensão

Ação desta quinta-feira (13) investiga corrupção, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos; Justiça determinou bloqueio de até R$ 2 milhões em bens. BAHIA — A Polícia Federal (PF), em uma ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou na manhã desta quinta-feira (13/8) a Operação Severus. A iniciativa, que constitui […]

Ação desta quinta-feira (13) investiga corrupção, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos; Justiça determinou bloqueio de até R$ 2 milhões em bens.

BAHIA — A Polícia Federal (PF), em uma ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou na manhã desta quinta-feira (13/8) a Operação Severus. A iniciativa, que constitui a segunda fase da Operação Pacto Infame, tem como objetivo aprofundar as investigações sobre um suposto esquema criminoso voltado a fraudes em contratações públicas no município de Gongogi, incluindo o uso indevido de recursos federais.

Ao todo, estão sendo cumpridos 33 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). As ordens judiciais são cumpridas simultaneamente em oito municípios baianos: Eunápolis, Gongogi, Itabuna, Ilhéus, Dário Meira, Ipiaú, Ibicaraí e Valença.

As apurações apontam a atuação de um grupo criminoso estruturado no âmbito da Administração Municipal de Gongogi, contando com a participação coordenada de agentes públicos e particulares. O esquema seria voltado à prática de crimes como:

  • Fraudes em procedimentos licitatórios e direcionamento de contratos;

  • Utilização de documentos falsos e simulação de procedimentos administrativos;

  • Pagamentos por serviços que nunca foram executados ou que tiveram apenas execução parcial;

  • Desvio de recursos públicos e posterior lavagem do dinheiro, movimentado por meio de interpostas pessoas (laranjas) e empresas para ocultar a origem dos valores.

Além de recolher documentos, mídias, celulares e computadores, a decisão judicial autorizou a apreensão de valores em espécie, joias e veículos ligados aos investigados.

Para assegurar o ressarcimento aos cofres públicos, a Justiça também determinou medidas cautelares patrimoniais rígidas, impondo o bloqueio e a indisponibilidade de bens, imóveis, veículos e valores até o limite de R$ 2 milhões.

Todo o material apreendido nas cidades-alvo da operação será submetido a uma análise técnica minuciosa pela Polícia Federal e pela CGU. As investigações continuam em andamento com o intuito de esclarecer por completo todos os fatos e individualizar as responsabilidades dos envolvidos no esquema.

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