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Operação K9: Ação nacional contra o tráfico de drogas cumpre mandado em Itabela

Ação coordenada pelo Gaeco Sul e Polícia Civil integra força-tarefa que atua em cinco estados contra organização criminosa ligada ao PCC O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul), deflagrou, na manhã desta terça-feira (28/4), uma operação no município de Itabela, […]

Ação coordenada pelo Gaeco Sul e Polícia Civil integra força-tarefa que atua em cinco estados contra organização criminosa ligada ao PCC

O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul), deflagrou, na manhã desta terça-feira (28/4), uma operação no município de Itabela, no extremo sul baiano.

A ação, realizada em parceria com a Polícia Civil da Bahia, faz parte da “Operação K9”, uma força-tarefa de âmbito nacional liderada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e pelas polícias mineiras.

A operação tem como objetivo desmantelar uma estrutura criminosa interestadual complexa. Ao todo, a força-tarefa cumpre 10 mandados de prisão e 47 de busca e apreensão espalhados por cinco estados: Bahia, Minas Gerais, Pará, Pernambuco e Piauí.

Combate à estrutura criminosa

As investigações revelaram que o grupo criminoso possui uma divisão de tarefas rigorosa, operando desde a logística de transporte e armazenamento de entorpecentes até a movimentação financeira voltada à lavagem de dinheiro. O fluxo da droga, segundo apurado, tinha como foco principal o transporte de entorpecentes vindos do Mato Grosso do Sul para abastecer o Vale do Aço, em Minas Gerais, e outras cidades da região.

O nome da operação, “K9”, é uma referência direta ao apelido de batismo de um dos principais alvos da investigação, integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

O trabalho de inteligência do Gaeco mineiro permitiu mapear toda a hierarquia da organização, desde a base operacional até o alto comando da facção, individualizando a participação de cada integrante.

Além da captura dos envolvidos, a operação foca em desarticular o poder econômico da organização. O Gaeco obteve ordens judiciais para o bloqueio de diversas contas bancárias dos investigados e de empresas de fachada (“laranjas”), que eram utilizadas para ocultar e dissimular os valores obtidos através do tráfico.

Os suspeitos que estão sendo alvos da força-tarefa deverão responder por uma série de delitos graves, incluindo:

  • Tráfico de drogas e associação para o tráfico;

  • Organização criminosa;

  • Lavagem de capitais;

  • Homicídio.

A ação reforça o esforço integrado das forças de segurança estaduais no combate ao crime organizado e na tentativa de interromper o fluxo financeiro que sustenta o tráfico interestadual de drogas.

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