A Operação Duas Rosas, em sua segunda fase, desarticulou mais uma parte de uma perigosa facção criminosa baiana. Três integrantes do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), ligado ao Comando Vermelho (CV), foram presos na comunidade do Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A ação conjunta das polícias Civil da Bahia e do Rio de Janeiro demonstra a força da colaboração entre estados no combate ao crime organizado.
Os criminosos estavam escondidos sob a proteção do CV, evidenciando a complexa rede de apoio que essas facções estabelecem. A presença de foragidos em comunidades controladas por outras organizações criminosas é um desafio constante para as autoridades, que agora intensificam a busca por outros membros que conseguiram escapar.
Esta nova etapa da operação segue a bem-sucedida primeira fase, que culminou na prisão do ex-deputado federal Uldurico Junior. As investigações apontam para um envolvimento direto do grupo em crimes como tráfico de drogas, armas, homicídios e lavagem de dinheiro, afetando a segurança em diversas regiões do país, conforme informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).
Tesoureira da facção e comparsa presos no Rio de Janeiro
Entre os detidos nesta segunda-feira (20/4) está Núbia Santos Oliveira, apontada como uma das principais operadoras financeiras do PCE. Ela possuía dois mandados de prisão em aberto, por tráfico de drogas e homicídio, além de ser investigada por lavagem de dinheiro. Núbia é esposa de Wallas Souza Soares, conhecido como ‘Patola’, um dos líderes da facção.

Um outro homem foi preso em flagrante, portando um fuzil. A apreensão de armamento pesado, incluindo a arma, uma pistola, carregadores, munições, rádios comunicadores e roupas camufladas, reforça a periculosidade do grupo. A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) destacou que o grupo investigado atua no Extremo Sul da Bahia, com envolvimento em diversos delitos.
Operação Duas Rosas: Um cerco em andamento contra o crime organizado
A Operação Duas Rosas, em suas diferentes fases, tem como objetivo desmantelar a estrutura do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE) e suas conexões. A prisão de líderes e operadores financeiros é crucial para enfraquecer a capacidade de atuação da facção, que opera em conjunto com o Comando Vermelho (CV).
A polícia segue em diligências na comunidade do Vidigal e em áreas de mata fechada, buscando capturar outros traficantes que conseguiram fugir durante a operação. A colaboração entre as polícias da Bahia e do Rio de Janeiro é fundamental para o sucesso contínuo dessas ações e para a segurança pública.
Turistas ilhados durante intenso tiroteio na comunidade
Durante a operação policial na comunidade do Vidigal, um grupo de aproximadamente 200 turistas ficou retido em um morro. Eles foram “ilhados” em meio a um intenso tiroteio que ocorreu durante a ação para capturar os criminosos. A situação demandou atenção especial das forças de segurança para garantir a integridade dos civis.
A presença de civis, especialmente turistas, em áreas de confronto armado é um risco constante, evidenciando os desafios enfrentados pelas polícias em operações em comunidades urbanas. A segurança dos inocentes é sempre uma prioridade máxima em tais circunstâncias.
