A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na quarta-feira (15/4), a segunda fase da Operação Desova no município de Porto Seguro, visando desarticular os envolvidos em um crime que chocou o extremo sul do estado.
A ação buscou aprofundar as investigações sobre o homicídio qualificado de Sara Cristina Ferreira de Souza, desaparecida desde setembro de 2025, concentrando esforços na coleta de novos dados e na identificação de coautores do assassinato.
Durante as diligências, as equipes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão domiciliar, além de efetuarem a prisão de um homem de 37 anos, que possuía um mandado em aberto expedido pela Vara de Execuções Penais de Itabuna.
O caso investigado remete a um cenário de extrema violência descoberto no ano passado. Em 8 de setembro de 2025, o corpo de uma mulher foi encontrado decapitado em uma estrada vicinal na região de Vera Cruz, em Porto Seguro.

Pouco mais de uma semana depois, a cabeça da vítima foi localizada na zona rural da cidade vizinha, Santa Cruz Cabrália. Os exames periciais e as apurações iniciais revelaram que Sara foi submetida a sessões de tortura e mutilação, apresentando, além da decapitação, a ausência de dedos e diversas lesões provocadas por objetos perfurocortantes, evidenciando a crueldade dos executores.

A operação de campo resultou na apreensão de documentos e dispositivos eletrônicos, materiais que agora passam por análise pericial para auxiliar na reconstrução da dinâmica do crime e na identificação de outros possíveis envolvidos.
A ofensiva foi coordenada pela 1ª Delegacia Territorial de Porto Seguro e contou com um forte aparato de segurança, incluindo o apoio da Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE), da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) e de unidades especializadas como os Grupos de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI) das regiões do Descobrimento, Sul e Costa do Cacau.
A integração entre os diferentes departamentos policiais, somada à troca de informações estratégicas com o Núcleo de Inteligência da Delegacia Territorial de Ilhéus, foi fundamental para o êxito desta etapa.
No momento, a Polícia Civil mantém as diligências e a realização de oitivas em curso para esclarecer todas as circunstâncias que motivaram o crime. O material coletado nesta quarta-feira é considerado peça-chave para fechar o cerco contra os responsáveis pela tortura e morte de Sara Cristina, reafirmando o compromisso das autoridades com a justiça e a segurança na região.
