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Operação desarticula quadrilha internacional de tráfico de animais na Bahia

Uma ofensiva coordenada pela Polícia Federal revelou a existência de uma organização criminosa transnacional dedicada ao comércio ilegal de espécies raras da fauna brasileira. A operação, batizada de Extinção Zero, cumpriu na manhã desta quinta-feira (12/3), diversos mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades baianas, atingindo o núcleo de um grupo que […]

Uma ofensiva coordenada pela Polícia Federal revelou a existência de uma organização criminosa transnacional dedicada ao comércio ilegal de espécies raras da fauna brasileira. A operação, batizada de Extinção Zero, cumpriu na manhã desta quinta-feira (12/3), diversos mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades baianas, atingindo o núcleo de um grupo que lucrava alto com a venda de animais ameaçados para o mercado exterior. Na Bahia, três pessoas foram presas, sendo duas em Salvador e uma em Lauro de Freitas.

As investigações apontam que o grupo possuía uma estrutura altamente organizada e tecnológica. Para localizar e capturar os animais em áreas de preservação e santuários biológicos, os criminosos utilizavam drones de última geração, garantindo precisão na identificação dos espécimes sem o risco de patrulhas terrestres. Além disso, a quadrilha operava com armamento pesado e utilizava aplicativos de comunicação criptografada para coordenar o transporte e a logística das vendas, dificultando o rastreio pelas agências de inteligência.

O esquema não se limitava apenas à captura física. Havia uma complexa rede de falsificação de documentos, incluindo licenças da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES). Com esses papéis inautênticos, o grupo tentava dar aparência de legalidade ao envio de animais para outros continentes. Um dos marcos da investigação foi a interceptação de um veleiro no Togo, na África, que transportava micos-leões-dourados e araras-azuis-de-lear, espécies que chegam a valer dezenas de milhares de dólares no mercado clandestino.

Na Bahia, a atuação do grupo era estratégica, utilizando o estado como ponto de escoamento e armazenamento. Entre os planos mais audaciosos da organização estava a tentativa de capturar ararinhas-azuis em centros de conservação específicos. Os detidos agora enfrentam acusações que vão desde o tráfico de animais silvestres e maus-tratos até lavagem de dinheiro e organização criminosa, em um esforço das autoridades para garantir que a biodiversidade brasileira não continue sendo tratada como mercadoria por redes ilícitas.

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