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Michelle Bolsonaro rebate sátira de Carnaval: “Quem foi preso por corrupção foi Lula”

A resposta de Michelle Bolsonaro ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, ocorrido neste Carnaval de 2026, intensificou o clima de polarização política que marca o cenário nacional. A ex-primeira-dama utilizou suas plataformas digitais para rebater de forma direta a provocação feita pela agremiação fluminense, que levou à Sapucaí um carro alegórico apresentando […]

A resposta de Michelle Bolsonaro ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, ocorrido neste Carnaval de 2026, intensificou o clima de polarização política que marca o cenário nacional. A ex-primeira-dama utilizou suas plataformas digitais para rebater de forma direta a provocação feita pela agremiação fluminense, que levou à Sapucaí um carro alegórico apresentando um boneco estilizado do ex-presidente Jair Bolsonaro com trajes de palhaço e uma tornozeleira eletrônica.

Em sua manifestação, Michelle buscou desviar o foco da sátira carnavalesca ao relembrar o histórico judicial do atual presidente, afirmando categoricamente que quem de fato enfrentou a prisão sob acusações de corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva.

O embate não se limitou às redes sociais e rapidamente transbordou para o campo jurídico e institucional. Figuras proeminentes da oposição, lideradas pelo senador Flávio Bolsonaro, classificaram a apresentação da escola de samba como uma afronta que extrapola a liberdade artística, argumentando que a utilização de recursos públicos para financiar enredos com forte teor de ataque pessoal configura um desvio de finalidade.

O debate ganhou tração com o anúncio de medidas judiciais por parte de partidos aliados à família Bolsonaro, que questionam a legalidade do desfile sob a ótica da propaganda eleitoral antecipada, considerando a proximidade dos pleitos futuros.

Por outro lado, o episódio reflete o atual momento jurídico do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado em setembro de 2025 por envolvimento nos episódios que questionaram o sistema democrático após as eleições de 2022.

Essa realidade jurídica serviu de combustível para a narrativa da Acadêmicos de Niterói, que defendeu seu enredo como uma forma de expressão popular e crítica social. Enquanto a ala governista vê na alegoria uma representação da justiça sendo feita, o grupo político de Michelle Bolsonaro tenta consolidar a narrativa de que as condenações do passado de Lula, embora anuladas pelo Supremo Tribunal Federal, ainda devem ser o parâmetro principal de comparação ética na memória do eleitorado.

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