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Mãe de detento é flagrada com massa epóxi escondida em muleta, no Conjunto Penal de Eunápolis

Uma mulher de 58 anos foi impedida de entrar no Conjunto Penal de Eunápolis na última segunda-feira (19/1), após ser flagrada com material proibido. A tentativa de burlar a segurança foi descoberta durante a inspeção de rotina, quando o equipamento de scanner corporal, o BodyScan, revelou que havia algo oculto no interior da muleta utilizada […]

Uma mulher de 58 anos foi impedida de entrar no Conjunto Penal de Eunápolis na última segunda-feira (19/1), após ser flagrada com material proibido. A tentativa de burlar a segurança foi descoberta durante a inspeção de rotina, quando o equipamento de scanner corporal, o BodyScan, revelou que havia algo oculto no interior da muleta utilizada pela visitante.

A mulher, que é mãe de um dos internos, transportava uma quantidade de massa epóxi bicomponente (conhecida comercialmente como “durepox”). Ao ser questionada pelos policiais penais, ela confessou que levava o produto a pedido do próprio filho.

Embora a substância não seja considerada um item ilícito (como drogas ou armas), sua entrada é estritamente proibida nas unidades prisionais. Segundo Luiz Cláudio Santos, superintendente da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), esse material é frequentemente utilizado pelos detentos para:

  • Camuflar esconderijos: Vedar buracos nas paredes ou pisos (chamados de “cafofos”) onde são guardados celulares e entorpecentes;

  • Ocultar danos em celas: Colar e disfarçar grades que foram serradas, dificultando a fiscalização diária.

Este foi o segundo caso semelhante registrado na unidade em apenas uma semana. Na ocorrência anterior, outra visitante tentou ingressar no mesmo pavilhão com material idêntico escondido junto ao corpo.

Devido à natureza do material, não houve encaminhamento à delegacia, mas a Seap informou que medidas administrativas foram tomadas imediatamente. A mãe do interno poderá ter seu cadastro de visitante suspenso. O secretário da Seap, José Castro, reforçou que o investimento em tecnologia e o estado de alerta da Polícia Penal são os principais pilares para manter a disciplina e a ordem dentro do sistema prisional baiano.

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