A corrida eleitoral para 2026 já começa a dar seus primeiros sinais, e a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (6/5) traz um panorama interessante sobre a rejeição e o conhecimento de potenciais candidatos à Presidência da República.
O levantamento, que ouviu mais de 11 mil pessoas em dez estados brasileiros, aponta para diferenças regionais significativas na forma como os eleitores percebem os pré-candidatos, com destaque para Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
Além da rejeição, a pesquisa também detalha o nível de conhecimento que os eleitores têm sobre os nomes testados, revelando que alguns pré-candidatos ainda são amplamente desconhecidos fora de suas regiões de origem. Os dados foram coletados entre 21 e 28 de abril, com margem de erro de até 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, conforme informação divulgada pela Quaest.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta os maiores índices de rejeição em estados como o Paraná, onde 68% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele. Em Goiás, a rejeição atinge 66%, seguida pelo Rio Grande do Sul e São Paulo, ambos com 63%.
Esses números indicam um desafio para o petista em regiões onde a polarização política se manifesta de forma mais acentuada contra o seu governo. A pesquisa detalha que, nesses estados, uma parcela significativa do eleitorado já demonstra um posicionamento contrário.
Por outro lado, o senador Flávio Bolsonaro (PL) apresenta sua maior rejeição em estados do Nordeste e Sudeste. Em Pernambuco e na Bahia, 63% dos eleitores afirmaram que não votariam nele. No Ceará e em Minas Gerais, os índices de rejeição chegam a 57%.
Esses dados sugerem que o senador, figura proeminente no espectro bolsonarista, encontra barreiras em regiões com perfis eleitorais distintos. A pesquisa Quaest evidencia que a percepção sobre seu nome varia consideravelmente de acordo com a localidade.
Conhecimento regional de outros pré-candidatos
A pesquisa também avaliou o conhecimento de outros pré-candidatos. Romeu Zema (Novo), por exemplo, é mais conhecido em Minas Gerais (91%), mas enfrenta alta rejeição local (53%). Ronaldo Caiado (PSD) tem amplo reconhecimento em Goiás (94%), com boa avaliação (76% votariam nele).
Nomes como Cabo Daciolo (Mobiliza) e Renan Santos (Missão) ainda possuem baixíssimo nível de conhecimento na maioria dos estados pesquisados. Augusto Cury (Avante) também é amplamente desconhecido, com percentuais que variam de 87% a 68% de eleitores que não o conhecem.
O levantamento da Quaest sublinha que o conhecimento sobre os pré-candidatos é um fator crucial na formação da opinião do eleitor. Enquanto alguns nomes já possuem um reconhecimento estabelecido em certas regiões, outros lutam para ganhar visibilidade nacional.
A diversidade de percepções regionais sobre Lula e Flávio Bolsonaro, assim como o baixo conhecimento de outros nomes, aponta para um cenário eleitoral complexo e multifacetado, onde as estratégias de campanha precisarão ser adaptadas a cada contexto geográfico.
