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João Roma critica gestão da segurança pública e acusa governo da Bahia de ‘aparelhamento do Estado’

O pré-candidato ao Senado, João Roma (PL), manifestou forte crítica ao governo da Bahia nesta quinta-feira (23/4), após a divulgação de detalhes sobre a fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis. Segundo Roma, os recentes acontecimentos evidenciam um preocupante ‘aparelhamento do Estado’, com implicações diretas na segurança pública do estado. Em entrevista à […]

O pré-candidato ao Senado, João Roma (PL), manifestou forte crítica ao governo da Bahia nesta quinta-feira (23/4), após a divulgação de detalhes sobre a fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis. Segundo Roma, os recentes acontecimentos evidenciam um preocupante ‘aparelhamento do Estado’, com implicações diretas na segurança pública do estado.

Em entrevista à rádio Antena 1, o político declarou que os “absurdos acontecem dentro de um aparelhamento de Estado“. Ele enfatizou a necessidade de compreensão sobre esses arranjos para garantir uma sociedade com dignidade e livre de práticas corrosivas. Roma reiterou suas posições sobre a gestão atual, que ele considera falha em entregar o que promete.

As declarações de João Roma surgem em resposta à admissão da ex-diretora da unidade prisional de Eunápolis, Joneuma Neres. Nomeada pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), ela confessou em delação ter facilitado a fuga dos detentos. Além disso, Neres relatou a existência de indicações políticas para cargos, concessão de regalias a presos e negociações financeiras ilícitas dentro do presídio.

Disputa interna e ‘deslealdade’ no governo estadual

Ainda durante a entrevista, João Roma, que também é ex-ministro da Cidadania, detalhou sua percepção sobre uma intensa disputa interna no governo do estado, marcada por “deslealdade e interesses individuais”. Ele descreveu um cenário de conflitos, utilizando termos como “rasteira” e “crocodilagem” para descrever as ações atribuídas ao PT e a figuras como Rui Costa.

Eu não estou vendo essa união, pelo contrário. Eu estou vendo muita rasteira, muita crocodilagem, digamos assim, do lado do PT. Você vê Rui Costa muito interessado em resolver o próprio umbigo, dando rasteira em Jaques Wagner toda hora, criando situações que vão constrangendo pessoas dentro do próprio governo“, afirmou Roma.

O pré-candidato ao Senado também direcionou suas críticas aos 20 anos de governos do PT na Bahia. Segundo ele, o período é marcado por “bonitas promessas” e “bonitas propagandas na televisão”, mas que falham em entregar resultados concretos à população. Roma classificou Rui Costa como um “amigo da onça” que age em detrimento de seus aliados.

São 20 anos de governos do PT na Bahia, então hoje é a disputa de Rui Costa com Jaques Wagner; problemas internos da administração Jerônimo (Rodrigues), que é uma administração que tem muitas dificuldades, não consegue entregar o que promete. São 20 anos de PT com bonitas promessas, bonitas propagandas na televisão, mas não consegue entregar o que promete. Rui Costa é o ‘amigo da onça’ que tenta dar rasteira nos amigos“, acrescentou.

A posição de João Roma reforça a ideia de que a falta de gestão e o aparelhamento político comprometem a eficiência de serviços essenciais, como a segurança pública. O caso de Eunápolis, com a admissão de envolvimento de uma ex-diretora nomeada pelo próprio estado, serve, na visão do pré-candidato, como um exemplo claro desse cenário.

Roma defende que a recuperação da confiança nas instituições passa pela transparência e pelo fim de arranjos que visam apenas interesses individuais, em detrimento do bem-estar coletivo e da segurança da sociedade baiana. A crítica ao “aparelhamento do Estado” é um ponto central em seu discurso político.

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