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Falta de servidores e estrutura impedem início das aulas na Escola Municipal Profª Nilza Barbosa

O começo do ano letivo na Escola Municipal Profª Nilza Barbosa De Oliveira, previsto para esta segunda-feira (23/2), foi marcado por um frustrante impasse que impediu a abertura dos portões para os estudantes. O que deveria ser um dia de boas-vindas e reencontros transformou-se em uma mobilização urgente de pais, responsáveis e educadores, que decidiram […]

O começo do ano letivo na Escola Municipal Profª Nilza Barbosa De Oliveira, previsto para esta segunda-feira (23/2), foi marcado por um frustrante impasse que impediu a abertura dos portões para os estudantes. O que deveria ser um dia de boas-vindas e reencontros transformou-se em uma mobilização urgente de pais, responsáveis e educadores, que decidiram suspender o início das atividades devido a um cenário crítico de abandono estrutural e à falta de profissionais essenciais.

O movimento resultou na suspensão das atividades por tempo indeterminado, com a comunidade escolar decidindo levar o caso ao Ministério Público diante da ausência de garantias de segurança para os alunos.

Durante a vistoria realizada pela própria comunidade e pela gestão escolar, foram apontadas falhas críticas na infraestrutura. O relatório, formalizado em ata e registrado com fotos, descreve problemas que vão desde telhados danificados e rampas de acesso inacessíveis, escorregadia, até a ausência de portas nas salas de aula, sem ventiladores, cozinha insalubre sem exaustor.

Somado a isso, o déficit no quadro de servidores torna a operação cotidiana inviável, sem monitores e cuidadores, já que a escola não possui pessoal suficiente para o suporte administrativo e de manutenção básica. A decisão de não iniciar o ano letivo foi fundamentada na prioridade absoluta de preservar a integridade física dos estudantes.

A indignação das famílias gerou um plano de ação imediato para cobrar providências da administração pública. Além de acionar os órgãos fiscalizadores, o grupo de mães e responsáveis planeja realizar cobranças presenciais na Secretaria de Educação e intensificar a denúncia nas redes sociais para dar visibilidade ao descaso com o patrimônio público. Para os pais presentes, aceitar o início das aulas nas condições atuais seria negligenciar o direito fundamental de seus filhos a um ambiente de aprendizado digno e seguro.

A direção da Escola Nilza Barbosa informou que já solicitou uma reunião com a Secretaria de Educação para tratar das demandas emergenciais na terça-feira (24/2). Enquanto não houver um posicionamento concreto e o início das reformas necessárias, a escola permanecerá fechada. Por enquanto, centenas de crianças seguem em casa, aguardando que o impasse seja resolvido para que possam, finalmente, exercer o seu direito de acesso à educação de qualidade.

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