Um detento identificado como Adelson Reis Barboza, de 28 anos, morreu na última quarta-feira (7/10) após ser brutalmente agredido por um grupo de presos no Conjunto Penal de Eunápolis, localizado no extremo sul da Bahia. O caso mobilizou as autoridades policiais e o sistema prisional do estado, que já adotaram medidas para esclarecer a dinâmica do crime e identificar os responsáveis.
De acordo com dados apurados, a vítima estava em um dos pavilhões da unidade no momento em que sofreu o ataque. O detento foi alvo de agressões severas que atingiram principalmente a cabeça, o pescoço e o abdômen. Após a sessão de espancamento, o corpo de Adelson foi transportado por um grupo de internos até a grade de outro pavilhão, sendo deixado no local por volta das 11h40.
Funcionários do estabelecimento prisional foram acionados logo após a localização do corpo e realizaram a remoção imediata de Adelson para a enfermaria do presídio. Contudo, os profissionais de saúde constataram que ele já deu entrada no setor sem sinais vitais.
Até o fechamento desta reportagem, as autoridades ainda não haviam divulgado a motivação do homicídio, a quantidade exata de detentos envolvidos nas agressões, nem o motivo pelo qual o jovem cumpria pena na unidade.
A Polícia Civil assumiu o caso por meio da 1ª Delegacia Territorial de Eunápolis, que instaurou um inquérito para apurar todas as circunstâncias do crime. As investigações contam com o apoio da análise de imagens capturadas pelo circuito de segurança do presídio, ferramenta considerada crucial para identificar tanto os autores das agressões quanto os indivíduos que participaram do transporte do corpo entre os pavilhões.
Em nota oficial, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap) confirmou que abriu um procedimento interno para colaborar com as investigações conduzidas pela polícia.
A pasta destacou que todo o material gravado pelas câmeras de monitoramento foi repassado aos investigadores e que acompanha de perto o trabalho pericial. Paralelamente, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para realizar a perícia no local e a remoção do corpo.
O corpo do detento passou por exames necroscópicos no Instituto Médico Legal (IML), que definirá a causa oficial da morte, e foi liberado ainda na quarta-feira para os familiares realizarem os trâmites fúnebres, cujos detalhes de velório e sepultamento não foram divulgados.
