A grave crise que se arrasta na saúde pública de Eunápolis ganhou um capítulo alarmante nesta quinta-feira (25/6), evidenciando o que a oposição e a comunidade já apontavam como um cenário de profundo descaso administrativo por parte da gestão municipal.
Em nota oficial, o Instituto de Desenvolvimento da Educação e Cidadania (IDES) quebrou o silêncio e expôs o tamanho da irresponsabilidade do poder executivo local ao revelar que a prefeitura simplesmente reteve e não repassou as verbas carimbadas para o Hospital Regional.
Confira abaixo:

O calote institucional ocorre justamente após o encerramento do contrato de gestão da unidade, no último dia 15 de junho, deixando médicos, enfermeiros, técnicos e fornecedores em uma situação de total desamparo financeiro.
A postura da administração municipal é um reflexo claro de uma inversão de prioridades que castiga o funcionalismo e a população. Enquanto os profissionais de saúde se desdobraram na linha de frente para manter o Hospital Regional funcionando, a prefeitura falhou em cumprir sua obrigação mais básica: honrar os compromissos financeiros contratuais.
De acordo com o IDES, essa falta crônica de repasses por parte do município tornou impossível a quitação integral das verbas trabalhistas rescisórias, o pagamento de prestadores de serviços essenciais e o acerto com fornecedores de insumos, gerando um efeito dominó de dívidas que mancha a imagem da cidade e compromete a dignidade de pais e mães de família que dependem desses salários para sobreviver.
Esse bloqueio de recursos por parte da prefeitura não apenas flerta com a ilegalidade, mas também demonstra uma alarmante falta de planejamento e sensibilidade com a rede de saúde.
O encerramento de um contrato de gestão exige uma transição administrativa transparente e financeiramente saudável, algo que foi ignorado pelo governo municipal.
Ao reter os repasses, a gestão não penaliza apenas uma organização parceira, mas pune diretamente os cidadãos eunapolitanos que dependem de um atendimento digno e os trabalhadores que dedicaram seus esforços ao hospital.
Diante do caos instalado e do silêncio ensurdecedor dos canais oficiais do município, cresce a pressão popular e a necessidade urgente de intervenção dos órgãos de controle, como o Ministério Público, para exigir que a prefeitura assuma suas responsabilidades e explique onde foram parar os recursos que deveriam garantir o funcionamento da saúde pública e a dignidade de seus servidores.
