O incidente registrado no último domingo (22/2) trouxe tragédia e mobilização para o distrito de Itabatã, em Mucuri, no extremo sul da Bahia. Um ataque de abelhas de grandes proporções resultou na morte de quatro cachorros e deixou duas pessoas feridas, entre elas uma criança.
O caso, confirmado pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom), revela o perigo oculto em estruturas residenciais quando enxames se estabelecem por longos períodos.
De acordo com as informações oficiais, uma mulher e uma criança foram as vítimas humanas do ataque e precisaram de atendimento médico imediato. Embora tenham sido encaminhadas para uma unidade de saúde, não foram divulgados detalhes atualizados sobre o quadro clínico de ambas.
A agressividade do enxame foi fatal para os animais de estimação da família, que não resistiram à quantidade de picadas durante a investida das abelhas.
A operação de controle, realizada pelo Corpo de Bombeiros, revelou a magnitude do problema: as abelhas estavam instaladas em um espaço confinado entre a telha e a laje do banheiro da residência. A estimativa técnica aponta que a colmeia abrigava mais de 60 mil abelhas, o que sugere que o enxame habitava o imóvel há vários anos sem ser detectado ou removido.
Para eliminar o risco, os militares precisaram utilizar escadas e técnicas especializadas de manejo, resultando na retirada de aproximadamente 40 quilos de favos de mel e cria.
Após o procedimento de remoção e o controle emergencial da área, o perigo para os moradores e vizinhos foi neutralizado. Com o local considerado seguro, a família recebeu orientações dos bombeiros e pôde retornar para a casa.
O episódio serve de alerta para a importância da vistoria periódica em forros e telhados, especialmente em regiões onde a presença de abelhas é comum, para evitar que colmeias atinjam dimensões tão perigosas.
