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“As operações vão continuar”, garante governador da Bahia após prisão de 38 suspeitos em megaoperação

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, afirmou nesta quarta-feira (5/11) que as ações policiais contra facções criminosas no estado terão continuidade. A declaração foi feita um dia após a deflagração da Operação Freedom, que resultou na prisão de 38 pessoas em Salvador, cidades do interior e também no Ceará. “As operações continuarão, é uma determinação minha”, […]

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, afirmou nesta quarta-feira (5/11) que as ações policiais contra facções criminosas no estado terão continuidade. A declaração foi feita um dia após a deflagração da Operação Freedom, que resultou na prisão de 38 pessoas em Salvador, cidades do interior e também no Ceará.

As operações continuarão, é uma determinação minha”, destacou o governador ao comentar o trabalho conjunto das forças de segurança.

A Operação Freedom, deflagrada na terça-feira (4/11), teve como principal alvo integrantes do Comando Vermelho. Entre os presos estão suspeitos de envolvimento direto com o tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro. Um suspeito morreu após reagir à prisão e trocar tiros com os agentes.

Um dos detidos é apontado como chefe da facção no bairro da Liberdade, em Salvador. Identificado como Luís Lázaro Santana Alves, ele foi localizado no município de Eusébio, no Ceará, junto com a companheira, suspeita de gerenciar os recursos financeiros do grupo criminoso.

Jerônimo Rodrigues explicou que a operação foi resultado de um trabalho de inteligência articulado entre diferentes estados e iniciado ainda em 2024.

Eu não interfiro no formato e na inteligência. A operação de ontem foi construída durante um ano, com base em informações compartilhadas entre nossas equipes. O que vimos foi uma ação planejada e conduzida de forma exemplar”, ressaltou.

O governador também abordou os recentes conflitos agrários ocorridos no extremo sul do estado, em especial em Itamaraju, onde pai e filho morreram durante um confronto entre indígenas e assentados no fim de outubro.

O governador destacou que a solução definitiva para as disputas por terras depende da regularização fundiária e da demarcação dos territórios.

“A disputa só vai acabar quando a questão da demarcação for resolvida. Eu falei com o ministro Lewandowski para buscarmos uma solução conjunta. Enquanto não houver definição, o conflito permanece, porque todos se consideram donos”, afirmou.

De acordo com dados da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Bahia possui atualmente 31 terras indígenas reconhecidas. O governador lembrou que, neste ano, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região reconheceu o direito do povo Pataxó sobre a área da Fazenda Paraíso, localizada na Terra Indígena Caramuru-Paraguaçu, que abrange os municípios de Itaju do Colônia, Camacan e Pau Brasil.

Quando a gente demarca, garante o direito aos povos indígenas e também dá segurança jurídica para quem quer investir. Enquanto isso não for resolvido, continuaremos tendo conflitos. A polícia atua para conter, mas o que resolve de fato é o título da terra”, concluiu Jerônimo Rodrigues.