O cenário jurídico e comercial agora tem uma definição clara: o nome “Anitta” pertence à artista. Após uma disputa administrativa que se arrastava há cerca de quatro anos, a cantora obteve uma vitória decisiva contra a farmacêutica Farmoquímica, fabricante do medicamento vermífugo batizado com o nome homônimo. Com a decisão, a empresa fica impedida de utilizar a marca com a grafia idêntica à adotada pela funkeira em seus produtos, encerrando um imbróglio que teve início em 2022.
A estratégia para proteger a identidade visual e comercial da “Poderosa” não é recente e faz parte de um robusto plano de gestão de marca. Desde que surgiu no cenário musical, a empresa Rodamoinho, que gerencia a carreira da artista, já protocolou mais de uma centena de pedidos de registro nos órgãos competentes. O objetivo central sempre foi garantir que termos ligados ao universo da cantora não fossem apropriados por outros segmentos do mercado sem a devida autorização.
Essa proteção jurídica vai muito além do nome artístico principal. O portfólio de marcas registradas pela equipe da cantora abrange diversos projetos que marcaram sua trajetória, incluindo títulos como “Ensaios da Anitta”, “Made in Honório”, “Bloco das Poderosas” e até variações voltadas ao público infantil, como “Clube da Anittinha”. Expressões que se tornaram virais, a exemplo de “Anira” e “Checkmate”, também constam na lista de propriedades exclusivas da artista.
Com esse desfecho favorável, Anitta reforça seu império comercial, assegurando que sua marca não seja confundida com produtos farmacêuticos ou outros itens de consumo. A vitória na esfera administrativa consolida a imagem da cantora como uma das gestoras de marca mais vigilantes do país, garantindo que o nome que conquistou o mundo permaneça vinculado exclusivamente ao seu talento e aos seus empreendimentos.
