Uma tragédia chocou os moradores do bairro do Caji, em Lauro de Freitas, na noite de terça-feira (19/08). A contadora Laina Santana Costa Guedes, de 37 anos, foi brutalmente assassinada a golpes de marreta dentro do apartamento onde morava. O principal suspeito é o companheiro da vítima, Ramon de Jesus Guedes, que foi contido por vizinhos e entregue à polícia.
O crime foi presenciado pelas duas filhas de Laina, de 5 e 12 anos. Segundo informações da Polícia Civil, a filha mais velha ainda tentou defender a mãe, mas acabou sendo agredida pelo pai.
Tentativa de fuga e prisão
Após atacar a esposa, Ramon tentou escapar pulando pela janela do imóvel, mas foi impedido por moradores do condomínio. Antes de ser levado para a Delegacia Territorial de Itinga (DT/Itinga), ele recebeu atendimento no Hospital Menandro de Farias.
Vítima não resistiu
Mesmo socorrida e levada a um hospital da região, Laina não resistiu à gravidade dos ferimentos. O corpo foi sepultado às 14h desta quarta-feira (20/08), no Cemitério Bosque da Paz, em Salvador.
Vizinhos agiram para salvar a vítima
Testemunhas relataram que o casal vinha discutindo há pelo menos uma semana. Durante a agressão, vizinhos ouviram os gritos e correram para tentar impedir que Laina fosse morta.
O morador Gabriel Mota contou que entrou no apartamento junto a um policial vizinho:
— “Os gritos eram desesperadores. Quando ouvi que havia crianças no local, não pensei em mais nada. Tentamos entrar e a filha mais velha conseguiu abrir a porta por alguns instantes. Logo depois, conseguimos arrombar e render o agressor, mas ele chegou a fugir para a varanda antes de ser capturado pelos moradores”, relatou.
Outro vizinho, também chamado Gabriel, registrou em vídeo o momento da agressão. Ele contou que, paralisado pela cena, decidiu gravar para garantir provas.
— “O barulho da marreta e os gritos da filha pedindo socorro eram desesperadores. Filmei para que não houvesse como negar o que ele fez”, afirmou.
Meninas em estado de choque
Segundo os vizinhos, as filhas da vítima ficaram em pânico com a cena. A adolescente de 12 anos, mesmo ferida, demonstrou coragem ao proteger a irmã mais nova e tentar acionar familiares. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que classificou o crime como feminicídio.
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